O tempo passa, a barba cresce e nós trabalhamos como se o mundo fosse acabar amanhã. Não admira que seja tão fácil esquecer de coisas importantes, como recomendar boas leituras e trabalhos de outros colegas, por exemplo. Gente que está mais preocupada em fazer avançar as causas do que em levar o crédito pelos resultados.
Gente como Gabriel Rossi, que chama nossa atenção para a necessidade de revitalizar o debate sobre o papel das mídias sociais para o ambiente de negócios e a cultura das organizações (íntegra aqui):
“Você está preparado para evoluir e sair dos questionamentos diários sobre a ação viral promocional divertida, a “orkutização” e “facebookização” do Twitter ou parar de ir às mesmas palestras sobre as melhores práticas para blogs corporativos? Tudo isso já soa repetitivo, não é mesmo? Nada de dados, soluções ou ideias surpreendentes. O momento agora é de movimento rápido, evolução e um olhar para as mídias sociais e de todos os seus processos de escuta para que eles sejam práticas não estéreis, mais técnicas e que realmente impactem em processos decisórios delicados.”
Gente como Roberta Simões, que propõe uma nova maneira de pensar a função de RP Digital (íntegra aqui):
“Este profissional que desempenhará o papel de RP digital fará justamente uma comunicação de nicho. E para isso, os clientes precisam saber a resposta a algumas perguntas: É fácil? Não. Os resultados são mais lentos? Muito. Dá para colocar qualquer um pra fazer? Jamais. Transparência é importante? É essencial. As regras mudam quando falamos em relacionamento e não campanha? Completamente. Existe um único caminho a seguir? Não.”
Gente como Ricardo de Paula, para quem a comunicação corporativa não passará impune pelas transformações a que estamos assistindo (íntegra aqui):
“As novas mídias estão sendo vistas como ameaça por muitas companhias e não como oportunidade, quando na verdade as duas coisas não são excludentes, elas coexistem. As organizações estão vivenciando o dilema de entrar ou não nas mídias sociais, porém já estão onipresentes, desde o início. A comunicação tem o papel de se posicionar estrategicamente perante as novas mídias, cada empresa com sua velocidade, e na era da velocidade da informação e do feedback instantâneo, estar próximo ao consumidor vai ser o negócio de muitas empresas.”
Gente como Samantha Shiraishi, que nos adverte contra o deslumbramento e a mistificação em torno do uso das ferramentas digitais pelas empresas (íntegra aqui):
“Na minha visão, é um nicho e um indício de uma nova época na qual os consumidores deixarão em definitivo de ser receptores passivos dos produtos. Daí a pensar que toda empresa precisa de um blog corporativo e que toda ação de marketing deverá contemplar veiculação planejada em mídia social, tem uma distância que não acredito que percorreremos tão rápido. Podemos até chegar lá, mas não será amanhã, como afirmam alguns.”
Há opiniões para todos os gostos por aí, mas, honestamente, isso é tudo que poderíamos pedir. Nada como trabalhar em uma área onde não há certezas absolutas, nem donos (efetivamente!) da verdade. Tudo está por ser construído, e essa construção é necessariamente coletiva. Se você pensou em coisas como muito trabalho e aprendizado via tentativa e erro, seja bem-vindo ao barco.




