Estatísticas

segunda-feira
23 novembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Publicidade é conteúdo; conteúdo é publicidade

O momento da Comunicação Corporativa na Internet é de construção. Dialogar com o público de modo a conquistar atenção, confiança e reputação é o desafio que se coloca diante de empresas e agências. Para desespero de quem busca o conforto da opinião sem o desconforto da reflexão, o cenário é de poucas certezas. Não há gurus, fórmulas milagrosas ou verdades absolutas. Apenas conceitos, tendências, experimentação e, de vez em quando, números.

Números como estes: 8% dos usuários de Internet são responsáveis por 85% dos cliques em anúncios, banners e publicidade online em geral. Mas números pedem interpretação. Mike Masnick, do blog Tech Dirt, nos oferece algumas possíveis, que listo e comento a seguir:

1. A audiência cativa acabou. Quem navega pela web tem literalmente bilhões de escolhas à disposição, e não tem o menor interesse em ser interrompido por publicidade irrelevante.

2. Publicidade é conteúdo. Sem audiência cativa, não é mais possível comprar atenção. Donde, na perspectiva do usuário, não há mais publicidade, apenas conteúdo. E para ter algum efeito o conteúdo precisa ser interessante, útil ou ambos.

3. Conteúdo é publicidade. Releia o item anterior e perceba o outro lado da moeda: todo conteúdo está a serviço de algum tipo de publicidade, no sentido estrito do termo. Para ficar num exemplo simples, blogs que oferecem conteúdo consistentemente relevante resultam em publicidade amplamente positiva para seus autores. Com o tempo, essa atenção tende a se transformar em confiança, influência e reputação, que são - ou deveriam ser - os objetivos finais de qualquer forma de Comunicação Corporativa.

sexta-feira
31 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Redes que conectam pessoas

Quando se fala sobre o papel e o alcance da mídia social no ambiente de negócios, não raro a discussão acaba se desvirtuando em detalhes técnicos e primeiras impressões. Nessas horas, é fundamental ter em mente um conceito simples: quando se fala em mídia social, a Internet tem que ser entendida não como uma rede de computadores, mas como uma rede de pessoas.

Como forma de oferecer uma perspectiva mais clara do que estamos falando, vale a pena citar alguns números e dados sobre redes que conectam pessoas:

YouTube

  • Se o YouTube fosse um país, seria o terceiro mais populoso do mundo.
  • Mais da metade dos usuários assiste a vídeos pelo menos uma vez por semana.
  • 20 horas de material em vídeo são enviadas para o site a cada minuto.

Facebook

  • O site atingiu recentemente a casa dos 250 milhões de usuários.
  • 120 milhões de usuários acessam o site diariamente.
  • Cada usuário tem uma média de 120 “amigos”.
  • Mais de um bilhão de fotos são enviadas para o site mensalmente.
  • O site está disponível em 50 idiomas, e outros 40 estão em desenvolvimento.

MySpace

  • O MySpace recebe 60 milhões de acessos únicos por mês.
  • Em média 300 mil usuários novos são criados todos os dias.

Twitter

  • Considerados os últimos 12 meses, o Twitter cresceu mais de 1000%. A empresa mantém sigilo sobre os dados, mas estima-se que o serviço tenha entre 6 e 10 milhões de usuários em todo o mundo.
  • Mais de 70% dos usuários lançaram seus perfis nos cinco primeiros meses de 2009.
  • O termo “Twitter” será incluído oficialmente na próxima edição do dicionário Collins da língua inglesa.

É razoável supor que, dado o ritmo de crescimento e penetração das redes sociais, muitos desses números estarão obsoletos em um espaço de poucos meses. Enquanto isso, a conversação continua.

terça-feira
21 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Mídia social e performance financeira: ações e correlações

Um estudo divulgado pela Wetpaint e pelo Altimeter Group identifica uma interessante correlação entre a participação das organizações na mídia social e sua performance financeira recente. As 100 marcas relacionadas no BusinessWeek/Interbrand Best Global Brands ranking de 2008 foram avaliadas com base em seu nível de engajamento em blogs, wikis, fórums e plataformas como Twitter e Facebook. Os resultados são surpreendentes: considerados os últimos 12 meses, as mais ativas viram sua receita aumentar em média 18%; na outra ponta, as menos engajadas registraram um crescimento negativo médio de 6%.

As ações de engajamento de cada empresa nos canais pesquisados receberam uma pontuação, numa escala que vai de 1 a 127. Abaixo, as dez primeiras do ranking e suas respectivas pontuações:

1. Starbucks (127)
2. Dell (123)
3. eBay (115)
4. Google (105)
5. Microsoft (103)
6. Thomson Reuters (101)
7. Nike (100)
8. Amazon (88)
9. SAP (86)
10. Tie - Yahoo!/Intel (85)

Embora sugiram uma clara correlação entre interação com clientes nas redes sociais e resultados financeiros, os dados levantados no estudo não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito. Mas é significativo o fato de que todas as dez primeiras do ranking estejam apresentando boas performances mesmo em momento de forte desaceleração econômica nos EUA.

É igualmente notável que o nível de engajamento surja como um fator importante na relação com o desempenho financeiro. Empresas intensamente engajadas, presentes em um número limitado de canais, registraram margens brutas e líquidas de lucro superiores às de empresas presentes em muitos ambientes sociais, mas apenas moderadamente ativas. Citanto textualmente o documento, “não é tanto uma questão de fazer ou não, mas de fazer bem-feito”.

Entre outras conclusões relevantes do estudo estão: a) o número de canais vem crescendo, mas o nível de engajamento cresce em uma velocidade superior; b) o engajamento varia de acordo com o segmento, sendo maior entre marcas ligadas a tecnologia e mídia; e c) sim, o nível de engajamento de uma marca pode - e deve - ser mensurado.

O PDF com a íntegra do estudo (original em Inglês) pode ser acessado aqui.

quarta-feira
1 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

80% estão na web para socializar

Socializar, compartilhar, ser parte de uma comunidade. Estes são alguns dos motivos citados por mais de 80% das pessoas para estar online, segundo pesquisa recém-publicada pela agência de RP Ruder Finn.

Os dados fazem parte do RF Intent Index, um estudo que busca mapear os principais interesses e razões de quem acessa a web nos EUA. Para Kathy Bloomgarden, co-CEO da empresa, “conhecer a fundo as motivações do comportamento online é crítico para desenvolver estratégias pró-ativas. Apenas estar online não é o suficiente para alavancar os negócios nos canais digitais. Cada público-alvo deve ser abordado de acordo com a sua intenção ao navegar”.

Confira abaixo as principais conclusões da pesquisa:

  • O número de pessoas interessadas em socializar (81%) é duas vezes maior do que o de pessoas que estão online para fazer negócios (39%) ou compras (31%). Fato curioso: a tendência independe de idade, mantendo-se estável em todas as faixas etárias;
  • Pessoas com idade acima de 60 anos estão online pelas mesmas razões dos mais jovens: para se divertir (82%) e para socializar (80%);
  • 72% das pessoas estão online apenas para participar de comunidades;
  • Mais pessoas participam de comunidades via perfis em sites de mídia social (41%) do que postando comentários e opiniões (34%);
  • Entre as pessoas que buscam aprendizado e informação (88%), os assuntos que atraem maior interesse são: novos tópicos e atualidades (68%); o mundo (65%); saúde (61%); alimentação (55%) e finanças pessoais (37%);
  • Há três vezes mais pessoas usando a web para comparar preços (66%) do que freqüentando sites de encontros e namoro (21%);
  • Um terço das pesssoas (34%) faz compras online regularmente. Os itens mais procurados são utilidades domésticas (49%), eletrônicos (45%), música (35%), filmes (29%) e artigos de papelaria (29%);
  • Entre os que estão online para fazer negócios há mais homens (42%) do que mulheres (36%);
  • 44% das pessoas acessam a web para criar e atualizar blogs. 42% preferem ler blogs de outras pessoas.
segunda-feira
29 junho, 2009
por Leandro Cervantes

Brasil: 50% dos usuários de internet da América Latina e segundo país com mais blogs em serviço do Google

Um estudo feito pela consultoria Everis em parceria com a Escola de Negócios da Universidade de Navarra (IESE Business School), aponta que dos 1,6 bilhão de usuários de internet no mundo, 10% estão na América Latina e, desse número, praticamente a metade está no Brasil.

Segundo o levantamento, os internautas brasileiros já somam 76,2 milhões dos 159 milhões na América Latina. O estudo, feito com base nas estatísticas da União Internacional das Telecomunicações (ITU), aponta um número maior que o do Ibope, que em maio apontou 62,3 milhões de usuários brasileiros com acesso à internet em qualquer ambiente (residência, lan-houses, trabalho, telecentros, escolas e bibliotecas).

Dos 44 países avaliados pela pesquisa entre 2000 e 2008, apenas nove tiveram um aumento no número de usuários a um ritmo superior a 40% por ano, entre estes, os representantes latino são: Brasil, Colômbia, Cuba e Paraguai. No geral, os países que apresentaram maiores índices de crescimento foram o Paquistão e Marrocos, com 57,6% e 56,2%, respectivamente.

O Brasil é o 5º país do mundo em número total de pessoas que navegam na rede, ficando atrás da China (285 milhões), Estados Unidos (234,4 milhões), Japão (89 milhões) e Índia (86,2 milhões).

E o que os internautas brasileiros acessam na web?
Apesar de o levantamento da Averis não ter abordado a questão do conteúdo ou tipos de site mais navegados, como já comentamos aqui no blog em diversas ocasiões, o brasileiro é um dos povos mais (intera) ativos nas mídias sociais da internet. E uma mais uma mostra desse perfil do internauta brasileiro é o fato do Brasil ser também o segundo país com mais registros no Blogger, o serviço de publicação de blogs do Google. A informação foi divulgada pelo diretor executivo da plataforma, Rick Klau, em um post sobre os 10 anos do serviço, que pode ser lido aqui (em inglês).

terça-feira
12 maio, 2009
por Leandro Cervantes

Twitter ultrapassa sites do New York Times e Wall Street Journal em número de visitantes únicos

Já não é novidade o crescimento vertiginoso em número de usuários que o Twitter vem apresentando já a um bom tempo. Mas em abril, pela primeira vez o site registrou tráfego maior que o dos portais de dois dos maiores jornais dos EUA: New York Times e Wall Street Journal.


O Twitter saltou de quase 6 milhões de visitantes únicos em janeiro de 2009 para mais de 19 milhões em abril, enquanto que o tráfego do NYT e WSJ, nesse mesmo período, permaneceu, em média, na casa dos 16 e 11 milhões de visitantes únicos, respectivamente.





A comparação foi feita com a ferramenta de análise de tráfego da Compete.com pelo blog PaidContent, que analisa o mercado de conteúdo online.


Para o autor do post, Tameka Kee, o salto do Twitter pode ser atribuído em boa parte à adesão da apresentadora Oprah Winfrey ao serviço e à campanha do ator Ashton Kutcher para atingir a marca de um milhão de “seguidores” no site, ambos ocorridos entre março e abril.


Ok, é certo que os “eventos” Ashton e Oprah deram uma bela turbinada nos acessos ao Twitter (de fato, houve um crescimento muito mais acentuado do tráfego do site nestes meses). Mas esse não pode ser considerado o único fator.


Basta olhar as linhas do gráfico para ver que o serviço de microposts vem apresentando um crescimento consistente e constante no número de visitantes únicos, se aproximando cada vez mais rápido do volume de tráfego dos sites dos dois jornais.


Mas o mais importante disso tudo talvez não seja se este ou aquele site tem mais ou menos tráfego. Até porque se trata de uma comparação de coisas totalmente distintas: sites de conteúdo jornalístico e uma ferramenta de comunicação online, que, por sua vez, também é largamente utilizada para retransmitir conteúdos dos próprios jornais em questão. O importante é notar que este é mais um nítido sinal de mudança do modo como as pessoas estão consumindo e compartilhando notícias. Algo que pode beneficiar as próprias empresas de jornalismo, se souberem tirar proveito disso.

sexta-feira
3 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiro dedica três vezes mais tempo à internet do que à TV

O Brasil está mesmo entre os campeões em tempo de navegação na web. Agora, além do Ibope Nielsen – que aponta o país como um dos que passam mais horas conectados – uma outra fonte vem confirmar esse fato. De acordo com uma pesquisa recente da consultoria Deloitte, os brasileiros gastam, em média, três vezes mais tempo por semana navegando na internet do que assistindo à televisão.

Chamada de “O Futuro da Mídia”, a pesquisa, que foi feita em cinco países (Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão e Reino Unido) e ouviu nove mil pessoas, traz números interessantes:

  • Enquanto a TV consome, semanalmente, 9,8 horas, a internet fica com nada menos que 32,5 horas semanais;
  • 81% dos cerca de mil respondentes da pesquisa no País apontaram o computador como o meio de entretenimento mais importante;
  • 50% afirmaram que acompanham as últimas tecnologias e os lançamentos de novos aparelhos e que tentam comprá-los rapidamente;
  • 82 horas por semana é o tempo gasto atualmente pelos consumidores utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como o celular;

Com base nesses números, a pesquisa da Deloitte afirma que o “Brasil é um mercado jovem e que apresenta amplo crescimento em termos de consumo de mídia”.

E que os internautas brasileiros tanto fazem na Internet?
Aqui está outro ponto interessante levantado pelo estudo: cerca de 83% das 1.022 pessoas ouvidas pela pesquisa no Brasil disseram criar seu próprio conteúdo de entretenimento, por exemplo, editando fotos, vídeos ou músicas.

Ou seja, pode-se dizer que de todo o tempo gasto na web, boa parte dele é dedicada à produção e compartilhamento de conteúdo na mídias sociais, já que essas fotos, vídeos e músicas feitos pelos próprios usuários muito provavelmente vão acabar publicadas em blogs e sites como o YouTube ou Flickr.

Atualizado em 16/04/2009:

A pesquisa na íntegra está disponível para download no site Tela Viva, dividida em quatro arquivos PDF: O Estado da Democracia na MídiaPublicidadeProdutos de MídiaAtividade Social/Viral.

quinta-feira
2 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Marketing nas mídias sociais: investimentos em crescimento

Pelo jeito a crise financeira global não deve intimidar os investimentos em publicidade e marketing nas mídias sociais este ano. Ao menos é o que apontam alguns artigos e estudos de mercado publicados este mês. Apesar de serem relativos ao mercado americano, os números são animadores. Ainda mais no atual cenário econômico.

A consultoria eMarketer, por exemplo, estima que só os anúncios em redes sociais devem crescer cerca 17% em 2009, chegando a 2,35 bilhões de dólares (em 2008 o montante foi de 2 bilhões). Só para comparar (o que na verdade não tem nem comparação), isso é muito mais que toda a verba de anúncios na internet brasileira, que somou 760 milhões de reais em 2008 (segundo o IAB).

Um outro estudo, da Forrester Research, ouviu 114 profissionais de marketing em empresas (americanas) com mais de 250 funcionários sobre seus orçamentos para 2009 e chegou aos seguintes números: 53% dos entrevistados afirmaram que vão aumentar os investimentos em mídias sociais, 42% disseram que vão manter e apenas 5% falaram em redução de gastos com esse tipo de mídia.

Essa tendência é comprovada por um outro levantamento similar, do Aberdeen Group, feito com profissionais de marketing de empresas consideradas “top” em seus segmentos, em diversas partes do mundo.

De acordo com os respondentes, 63% das empresas planejam incrementar os investimentos para mídias sociais em 2009. E desse total, 21% planeja expandir os orçamentos na área em mais de 25%.

quarta-feira
25 março, 2009
por Leandro Cervantes

Mídias sociais = resultados em marketing

Que as mídias sociais – quando bem usadas – podem fazer a diferença na comunicação ou numa campanha de marketing e trazer resultados surpreendentes para os negócios, já não é nenhuma grande novidade.

Mas, nada melhor que ter bons números para demonstrar isso. Pois aqui estão alguns números interessantes, apontados em um estudo do site WhitePaperSource realizado com cerca de 700 profissionais de marketing (dos EUA) e divulgado esta semana:

  • 88% dos entrevistados afirmam usar redes sociais para promover seus produtos e marcas;
  • Dentre esses, metade diz ter conseguido gerar oportunidades comerciais de qualidade nas redes sociais, um terço afirma ter fechado negócios e 81% dizem ter conseguido uma boa exposição para seus produtos e marcas com a ajuda dos sites e aplicações sociais;
  • Um dos principais benefícios do uso das mídias sociais apontados pelos participantes é a melhoria da indexação da empresa ou marca em sites de busca (que, com isso, ganham mais exposição)
  • 65% dos profissionais de marketing dedicam pelo menos 5 horas semanais ao uso das mídias sociais e 39% passam dez horas ou mais nessa atividade.
  • Twitter, blogs, LinkedIn e Facebook são as ferramentas mais usadas, nesta ordem.

Pena ainda não termos estudos como esse sobre o mercado brasileiro. Mas para quem quiser conferir mais detalhes do estudo estrangeiro dá para baixar o PDF completo do white paper aqui.

quinta-feira
19 março, 2009
por Leandro Cervantes

Twitter cresce mais 1300% em um ano

Fenômeno de popularidade na web, o Twitter continua crescendo a passos largos, muito largos. O serviço de microbloging cresceu nada menos que 1382% no período de 12 meses, saltando de 475 mil usuários em fevereiro de 2008 para 7 milhões em fevereiro de 2009. Os dados são de estudo da consultoria Nielsen que mede “os sites de comunidade” que mais cresceram nos últimos meses.

O levantamento traz ainda informações muito interessantes sobre o perfil dos usuários. Como por exemplo, em relação à idade. Engana-se quem acha que o Twitter é coisa só de jovens. Segundo o estudo, 42% dos usuários, ou 3 milhões de “tweeters” têm entre 35 e 49 anos. Enquanto que na faixa dos 18 aos 24 anos não foi encontrado um número significativo de usuários.


Redes sociais em crescimento
Fora o crescimento vertiginoso do Twitter, outro ponto que vale ser destacado é o crescimento das redes sociais em geral. Das cinco que mais cresceram nos últimos meses, todas tiveram uma expansão significativa, entre 170% e 240%. Os números são relativos aos usuários dos EUA, mas como sempre falamos aqui, servem para mostrar uma tendência nas mídias sociais.

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