Em janeiro, na semana da Campus Party, escrevi no blog da CDN Interativa sobre o painel da professora e pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas, Raquel Recuero acerca do uso e apropriações do Twitter no Brasil.
Na ocasião, ela apresentou alguns números preliminares do estudo que estava realizando, junto com a também pesquisadora Gabriela Zago, com usuários da ferramenta e que já apontavam o forte uso informacional do Twitter no país.
Pois bem, agora Raquel publicou em seu blog mais detalhes e constatações sobre esse estudo, que confirmam a ferramenta como uma propagadora de informações e, o mais importante: o seu potencial como influenciadora de outras redes.
O levantamento dos dados foi feito pela internet, com cerca de 900 usuários do Twitter que responderam voluntariamente a um questionário de 35 perguntas. Veja alguns dos principais dados:
- 94% dos participantes da pesquisa costumam clicar em links divulgados no Twitter;
- 88% passa adiante informações recebidas no Twitter para outras redes sociais;
- 79% dos respondentes diz que já ficou sabendo de notícias primeiro pelo Twitter;
- 68% dos participantes “twitta” várias vezes por dia e 87% acompanha as informações recebidas na mesma medida.
Sobre esses números, vale destacar dois comentários da pesquisadora em seu blog:
“Esse uso informacional tem sido destacado pela apropriação do Twitter como uma ferramenta de feeds especializada. Isso quer dizer que um dos usos mais destacados é aquele onde os atores escolhem seguir não apenas os amigos, mas aqueles outros twitters que podem trazer informações relevantes a respeito de assuntos de seu interesse.”
“Esses elementos apontam para o Twitter como uma ferramenta que é valorizada pela qualidade e instantaneidade de suas informações. Apontam para o Twitter como uma ferramenta de nicho, onde as informações são obtidas para que sejam replicadas em outras redes”
Diante desses dados, ainda que referentes a um universo relativamente pequeno de usuários, fica evidente o potencial do Twitter como propagador de informações, que no caso das empresas e marcas pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Daí a importância de se monitorar o conteúdo postado na ferramenta e também pensar muito bem o tipo de informação que se pretende divulgar por esse canal.
Para quem tiver interesse, vale ler as constatações de Raquel sobre o estudo, que ela dividiu em três posts no seu blog: Pesquisa sobre o Twitter Parte I, Parte II e Parte III.
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Etiquetas: Brasil, pesquisa, Twitter, uso das redes sociais
