Etiqueta: ’Anunciantes’

segunda-feira
23 novembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Publicidade é conteúdo; conteúdo é publicidade

O momento da Comunicação Corporativa na Internet é de construção. Dialogar com o público de modo a conquistar atenção, confiança e reputação é o desafio que se coloca diante de empresas e agências. Para desespero de quem busca o conforto da opinião sem o desconforto da reflexão, o cenário é de poucas certezas. Não há gurus, fórmulas milagrosas ou verdades absolutas. Apenas conceitos, tendências, experimentação e, de vez em quando, números.

Números como estes: 8% dos usuários de Internet são responsáveis por 85% dos cliques em anúncios, banners e publicidade online em geral. Mas números pedem interpretação. Mike Masnick, do blog Tech Dirt, nos oferece algumas possíveis, que listo e comento a seguir:

1. A audiência cativa acabou. Quem navega pela web tem literalmente bilhões de escolhas à disposição, e não tem o menor interesse em ser interrompido por publicidade irrelevante.

2. Publicidade é conteúdo. Sem audiência cativa, não é mais possível comprar atenção. Donde, na perspectiva do usuário, não há mais publicidade, apenas conteúdo. E para ter algum efeito o conteúdo precisa ser interessante, útil ou ambos.

3. Conteúdo é publicidade. Releia o item anterior e perceba o outro lado da moeda: todo conteúdo está a serviço de algum tipo de publicidade, no sentido estrito do termo. Para ficar num exemplo simples, blogs que oferecem conteúdo consistentemente relevante resultam em publicidade amplamente positiva para seus autores. Com o tempo, essa atenção tende a se transformar em confiança, influência e reputação, que são - ou deveriam ser - os objetivos finais de qualquer forma de Comunicação Corporativa.

terça-feira
16 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

TvMoob: empresa brasileira aposta na monetização de vídeos

E por falar em vídeos online, foi lançada agora em dezembro a TvMoob, uma startup brasileira que pretende se destacar nesse mercado oferecendo novas possibilidades de se ganhar dinheiro com vídeos na internet - justamente, o ponto-fraco do gigante YouTube, que apesar dos seus 100 milhões de visitantes únicos por mês, ainda não consegue gerar lucros proporcionais à sua popularidade.

O modelo de monetização inclui basicamente links patrocinados, que são exibidos em flash na parte de baixo dos vídeos e podem ser desligados a qualquer momento pelos usuários, mas também outras possibilidades, como o redirecionamento para outros vídeos, a partir da anúncio sobreposto ao vídeo que se está assistindo. O princípio está em cruzar os assuntos dos vídeos com o conteúdo publicitário, por meio de tags escolhidas por usuários/produtores e anunciantes. E os produtores dos vídeos são remunerados com uma porcentagem do valor pago pelo anunciante.

A iniciativa é inédita no país, e mesmo nos EUA a questão da monetização de vídeos online ainda não está consolidada, com o YouTube por enquanto usuando links patrocinados apenas nas buscas feitas no site e exibindo-os fora do player do vídeo.

quinta-feira
23 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

O anunciante do ano e sua lição de marketing

Uma eleição ele já ganhou. O candidato à presidência dos EUA, Barack Obama foi eleito nesta quinta-feira o “Anunciante do Ano” numa votação organizada pela revista Advertising Age, com centenas de anunciantes, executivos de agências e empresas da área de marketing dos EUA.

O democrata conquistou 36,1% dos votos, superando grandes anunciantes mundiais, como a Apple (27,3%) e a Nike (9,4%). O adversário republicano John McCain ficou bem atrás, com 4,5%.

Qual o segredo de Obama? Ele e sua equipe têm explorado muito bem os novos meios e ferramentas de comunicação na internet – em especial as redes sociais e comunidades online – para se comunicar de forma bastante focada, com os mais diferentes nichos do eleitorado americano.

Como a própria Advertising Age diz, o diferencial da campanha de Obama é estar alinhada com as mais recentes evoluções das mídias sociais. Com isso, tem conseguido marcar uma forte presença na web colaborativa usando as redes sociais, para construir “influência” e conquistar  “engajamento” dos eleitores.

Além da my.barackobama.com, o canditato democrata, utiliza as redes sociais Migente, para o público latino, a Asianave, dedicada aos americanos de ascendência asiática e a BlackPlanet, voltadas aos afro-americanos.

E o que as marcas e empresas podem aprender com o “case” Obama? “Eu olho para a campanha dele e vejo algo com que todos nós, como anunciantes, podemos aprender. Ver o que ele tem feito, para ser capaz de criar uma rede social e fazer isso de uma forma que permite às pessoas participarem e se engajarem facilmente”, comentou Angus Macaulay, um dos executivos da área de marketing entrevistados matéria da Advertising Age (em tradução livre).