Etiqueta: ’audiência’

segunda-feira
13 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Os brasileiros e o uso intensivo das redes sociais

A enorme popularidade das redes sociais entre os brasileiros já é uma realidade amplamente aceita. A informação - verdadeira, por sinal - de que o país abriga metade do total de usuários do Orkut também costuma ser lembrada quando se discute a penetração das mídias sociais no país. Ainda assim, contextualizar o que se passa no Brasil em relação a outras partes do mundo é importante para compreender melhor as tendências dos hábitos digitais locais.

Em todo o planeta Terra, 1.1 bilhão de pessoas maiores de 15 anos acessaram a Internet no último mês de maio. Dentre elas, nada menos do que dois terços acessaram ao menos um site de rede social no período. É o que informa pesquisa recém-divulgada pela comScore, empresa americana especializada na mensuração do universo digital.

No ranking de países mais engajados, que alinha o número médio de horas de conexão e o de páginas visitadas, Rússia e Brasil ocupam respectivamente primeiro e segundo lugar. Nas 6.6 horas mensais em que navegaram pelas redes sociais, os russos visitaram em média 1307 páginas. Entre os brasileiros, os números são ligeiramente inferiores: 6.3 horas para 1220 páginas visitadas. Mas chama a atenção que ambos estejam muito acima da média mundial de 3.7 horas e 525 pageviews, o que dá uma mostra do nível de penetração das mídias sociais nos dois países.

Veja abaixo os números consolidados dos dez primeiros colocados:

Interessante notar que nos EUA, um mercado considerado já maduro em termos de acesso à Internet, e onde o conceito de comunicadades virtuais vem ganhando atenção crescente da comunidade de negócios, os números são significativamente menores: 4.2 horas em média para visitar 477 páginas, suficientes para o nono lugar no ranking.

A pesquisa também cita a importância das redes em países geograficamente dispersos, por permitirem que pessoas separadas por grandes distâncias mantenham contato constante. E atesta que “o comportamento altamente engajado nas redes sociais oferece uma significativa oportunidade para profissionais de Marketing e Publicidade que buscam atingir esse público“.

quarta-feira
8 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Empresas nas redes sociais: casos óbvios e outros nem tanto

Não é necessário ser um observador atento para perceber que algumas das mais ativas comunidades virtuais são aquelas formadas em torno de uma marca, produto ou serviço. A troca de experiências - não necessariamente positivas - costuma dar o tom nas conversas entre os usuários, e nem sempre a empresa discutida se faz presente para interagir, ou mesmo para ouvir o que vai por essa modalidade gratuita e espontânea de feedback.

Nesse sentido, já parece natural que organizações ligadas a temas como tecnologia, telefonia e futebol, para citar apenas três, recebam grande atenção dos internautas, pela própria natureza de suas atividades. Mas o que dizer dos fabricantes de bens tipicamente industriais, como automóveis e produtos químicos, por exemplo? Dois exemplos recentes demonstram que marcas sem um apelo “virtual” tão evidente também podem fazer uso do poder de mobilização e conversação das redes sociais.

Em sua última série de comerciais de TV nos EUA, a Volkswagen experimentou substituir a menção a seu website corporativo, feita ao final de cada filme, pelo perfil da empresa no Facebook. O resultado impressiona: até a publicação deste post, o perfil contava mais de 260 mil fãs da marca movimentando os grupos de discussão. Enquanto uns trocavam impressões sobre os modelos que pretendem comprar, outros compartilhavam afetuosas lembranças de Fuscas e Kombis que marcaram suas vidas. Independentemente de outros desdobramentos da ação, pode-se dizer que a Volkswagen deu um passo importante no estabelecimento de um canal direto com seu público.

Muito menos óbvio é o caso do WD-40. Quem poderia imaginar que a trivial latinha de spray lubrificante seria capaz de mobilizar uma comunidade de 10 mil membros? A empresa entendeu o recado, e estimula a participação dos usuários sugerindo e recebendo todo tipo de uso para o produto, conhecido nos EUA por sua versatilidade. A lista já ultrapassa duas mil utilidades, numa demonstração do vigor e da criatividade da comunidade.

Se é verdade que as mídias sociais não são a resposta para todos os desafios enfrentados pelas organizações, também é verdade que trata-se de um potencial que apenas começa a ser explorado. Donde a importância de compreender esse ambiente cada vez mais dinâmico, diverso e descentralizado, e como integrar as suas crescentes possibilidades com o futuro dos negócios.

quarta-feira
1 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

80% estão na web para socializar

Socializar, compartilhar, ser parte de uma comunidade. Estes são alguns dos motivos citados por mais de 80% das pessoas para estar online, segundo pesquisa recém-publicada pela agência de RP Ruder Finn.

Os dados fazem parte do RF Intent Index, um estudo que busca mapear os principais interesses e razões de quem acessa a web nos EUA. Para Kathy Bloomgarden, co-CEO da empresa, “conhecer a fundo as motivações do comportamento online é crítico para desenvolver estratégias pró-ativas. Apenas estar online não é o suficiente para alavancar os negócios nos canais digitais. Cada público-alvo deve ser abordado de acordo com a sua intenção ao navegar”.

Confira abaixo as principais conclusões da pesquisa:

  • O número de pessoas interessadas em socializar (81%) é duas vezes maior do que o de pessoas que estão online para fazer negócios (39%) ou compras (31%). Fato curioso: a tendência independe de idade, mantendo-se estável em todas as faixas etárias;
  • Pessoas com idade acima de 60 anos estão online pelas mesmas razões dos mais jovens: para se divertir (82%) e para socializar (80%);
  • 72% das pessoas estão online apenas para participar de comunidades;
  • Mais pessoas participam de comunidades via perfis em sites de mídia social (41%) do que postando comentários e opiniões (34%);
  • Entre as pessoas que buscam aprendizado e informação (88%), os assuntos que atraem maior interesse são: novos tópicos e atualidades (68%); o mundo (65%); saúde (61%); alimentação (55%) e finanças pessoais (37%);
  • Há três vezes mais pessoas usando a web para comparar preços (66%) do que freqüentando sites de encontros e namoro (21%);
  • Um terço das pesssoas (34%) faz compras online regularmente. Os itens mais procurados são utilidades domésticas (49%), eletrônicos (45%), música (35%), filmes (29%) e artigos de papelaria (29%);
  • Entre os que estão online para fazer negócios há mais homens (42%) do que mulheres (36%);
  • 44% das pessoas acessam a web para criar e atualizar blogs. 42% preferem ler blogs de outras pessoas.
quinta-feira
25 setembro, 2008
por Leandro Cervantes

Raio X da Blogosfera – o “modus operandi” dos blogueiros

Depois de traçar o perfil do blogueiro, mostrar o quê eles estão blogando e qual o impacto dos blogs em suas vidas, a pesquisa State of the Blogosphera apresenta agora “como” os autores de blogs desenvolvem sua atividade.

Segundo a terceira parte do estudo, blogueiros investem um tempo considerável na criação e atualização de seus blogs, bem como no monitoramento e manutenção de seu público e audiência. Até aqui, nenhuma grande novidade para quem acompanha a blogosfera de perto ou faz parte dela. Mas a pesquisa vai um pouco mais fundo no “modus operandi” da atividade e traz números interessantes. Entre eles vale destacar os seguintes:

  • 25% dos blogueiros dedicam dez horas ou mais, por semana, à atualização de seus blogs;
  • Os blogueiros “influentes” (segundo os critérios de Autoridade do Technorati), são geralmente os que mais atualizam seus blogs: mais da metade dos blogs na liderança de autoridade postam conteúdo no mínimo cinco vezes por dia;
  • A esmagadora maioria dos blogueiros monitora o número de visitantes e de pagviews de seus blogs e a ferramenta preferida para isso é o Google Analytics;
  • Autores de blogs usam os mais variados meios para tornar seus blogs mais “visíveis” e atraentes e, assim, conquistar mais visitantes. As estratégias para aumentar a audiência incluem listar o blog em buscadores específicos, como o próprio Technorati e o Google Blogs, além de comentários, links para outros blogs, tageamento dos posts e participação em blogrolls, entre outros recursos.
sexta-feira
12 setembro, 2008
por Leandro Cervantes

YouTube: 5 bilhões de vídeos assistidos nos EUA

Uma pesquisa da comScore, divulgada nesta quarta-feira mostra que os norte-americanos assistiram mais de 11,4 bilhões de vídeos online no mês de julho. Quase metade deles em sites do Google (leia-se YouTube).

Os serviços de compartilhamento de vídeo da empresa tiveram, de longe, a maior audiência entre todos os outros serviços: 44%, ou 5 bilhões de vídeos assistidos – dos quais, mais de 98% foram vistos no YouTube.

A Fox Interactive Media – que controla o MySpace e o seu MySpaceTV– aparece em num distante segundo lugar, com 446 milhões de vídeos assistidos, ou 3,9% do total. E em terceiro ficaram os sites da Microsoft, com 282 milhões (2,5%) de vídeos, seguidos pelo serviços do Yahoo, com 269 milhões (2,4%).

Os números da comScore impressionam. Segundo a pesquisa, 142 milhões de usuários de internet dos EUA, que equivalem a 75% dos internautas, assistiram vídeos online em julho. Quem tiver curiosidade, pode ver mais dados da pequisa aqui.

Brasil
Por aqui, com o crescimento do acesso à internet por banda larga em residências, o consumo de conteúdos audiovisuais também tem sido cadavez maior e o país é um dos campeões no uso do YouTube.

Segundo o Ibope/NetRatings 45% dos internautas residenciais brasileiros passaram pelo site de compartilhamento de vídeos em julho. Um ano antes, a audiência era de 36% do total de usuários da internet.

Alguns números do preferido
(Dados do Ibope/NetRatings referentes a julho/2008)

  • A audiência mensal pulou de 6,7 milhões para 10,6 milhões de internautas residenciais em um ano;
  • Cada usuário passa, em média, 50 minutos mensais no portal. Há um ano, a média era de 35 minutos;
  • Os homens representam 56% do público;
  • Um em cada quatro usuários do YouTube tem entre 12 e 17 anos;