Etiqueta: ’Blogs’

sexta-feira
18 dezembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Aviso às empresas: blogueiros são pessoas

Confesso que o uso generalizado da palavra “blogueiro”, me deixa um pouco desconfortável. Além de ser bizarra do ponto de vista fonético, é um rótulo pra lá de dispensável. Um blog pode ser escrito por um estudante, um empresário, um jornalista ou uma dona de casa, por exemplo. Mas não podemos perder de vista que ele é antes de tudo um meio, por onde essas e outras pessoas se expressam livremente. Se começarmos a definir os indivíduos com base no canal que escolhem para dar seu recado, chegaremos a absurdos como “YouTubeiro”, “Facebuqueiro” ou o já existente “Tuiteiro”. Melhor evitar.

Tudo isso pra dizer que ainda há uma enorme incompreensão por parte das empresas sobre como lidar com blogueiros e outros influenciadores. A infinita variedade de nichos, públicos e temas de interesse pipocando na Internet faz com que não exista uma fórmula universal para orientar as ações de comunicação com esses agentes. Donde a necessidade de compreender a linguagem e as expectativas presentes em cada situação para atingir os resultados esperados.

Do ponto de vista do blogueiro, um simples contato de uma grande empresa é uma forma de reconhecimento do seu trabalho e da sua influência junto ao público a que ele se dirige. Por outro lado, ele preza imensamente o capital de confiança que conquistou junto a esse mesmo público, e rejeitará qualquer tipo de interação que possa colocar sua reputação em risco.

Um convite para o evento de lançamento de um novo produto, por exemplo, é geralmente bem-recebido; mas se acompanhado de alguma compensação financeira, mimo ou jabaculê, temos um desastre em potencial. Nos EUA, onde esse tipo de comunicação já faz parte da rotina das organizações, há até blogs dedicados exclusivamente a malhar empresas que quebraram a cara tentando influenciar blogueiros, como o The Bad Pitch Blog.

Observando-se certos critérios, ações que tenham como objetivo estreitar o relacionamento com blogueiros respeitados em suas comunidades trazem ganho para todos os envolvidos, e resultam em aumento qualitativo e quantitativo da visibilidade e em melhoria da percepção junto aos públicos-alvo. Uma das razões para isso é a enorme demanda reprimida por atenção pessoal e interações mais diretas, humanas e transparentes. Aqui no blog já cobrimos casos e mais casos de empresas que estão sendo recompensadas por saber oferecer exatamente isso.

Com base na experiência diária com clientes de vários segmentos, e sem qualquer pretensão de criar uma cartilha de regras definitivas para um modelo de relacionamento em plena construção, gostaria de compartilhar pelo menos três pontos a levar em consideração na abordagem de um blogueiro.

1. Relevância, alcance e credibilidade. Estabelecer relacionamentos com blogueiros obscuros em suas comunidades não só tem pouco impacto para a comunicação como representa um risco para a empresas. Motivo: se o blogueiro não tem um público a quem dar satisfação, seu comportamento se torna ainda mais imprevisível. Ainda assim, a Internet torna fácil, rápido e barato dar atenção às pessoas, independentemente de sua posição em buscas do Google. Faça isso, sem moderação.

2. Condições.
Quaisquer condições que a empresa queira colocar para a interação tendem a ser vistas com desconfiança. Em outras palavras, pode-se pedir a retificação de uma informação incorreta sobre um produto ou dado de mercado, por exemplo, mas o pedido não pode estar condicionado a qualquer ganho ou retaliação. O blogueiro entenderá esses gestos como uma tentativa de comprar sua opinião ou de cercear sua liberdade de expressão.

3. Personalização. Quanto mais personalizado for o contato, melhor ele será recebido. Conhecer o estilo, os temas mas recorrentes, a relação com o público e o perfil do blogueiro fazem toda a diferença quando se inicia uma conversa, especialmente em situações de crise.

Bom, essas são as impressões de uma única pessoa - eu. Uma amostragem muito pequena para um assunto tão complexo como as relações entre pessoas. Mas se eu tivesse que me atrever a dar um conselho, seria este: acima de tudo, ouça, fale e se comporte como gente. O pessoal do outro lado da tela agradece.
terça-feira
6 outubro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

50 mil prospects via redes sociais

Recentemente falamos aqui no blog sobre o Fiesta Movement, a última e mais ousada ação da Ford dos EUA no campo das redes sociais. Ousada, sim, porque ceder 100 automóveis para 100 blogueiros e estimulá-los a compartilhar livremente suas impressões não costuma fazer parte do repertório das montadoras - principalmente quando o modelo em questão sequer foi lançado oficialmente no mercado.

Pois bem. Num momento em que se discute intensamente a necessidade de medir o alcance e o engajamento das ações em redes sociais, vale a pena retomar o caso da Ford e do Fiesta Movement. Passados pouco mais de 40 dias desde o início da campanha, os números alcançados já são pra lá de expressivos: 500 mil visualizações no Flickr, 4.3 milhões no YouTube e 3 milhões de citações no Twitter falam por si. Mas qual o resultado concreto de tanto buzz? À parte a exposição considerável de sua marca, o que a Ford leva nisso tudo?

Segundo dados divulgados pela montadora, mais de 50 mil pessoas demonstraram interesse em adquirir o novo modelo. Mais: 97% deles informaram não possuir um veículo da marca atualmente. Definitivamente, nada mal para uma campanha que não investiu um único dólar em publicidade tradicional (ainda que haja, evidentemente, outros custos).

Resta saber quantas dessas manifestações de interesse se converterão em vendas quando o carro for lançado, em 2010. De qualquer forma, trata-se de um exemplo de esforço focado em redes sociais que efetivamente leva a idéia de um produto a seu público-alvo, ao mesmo tempo em que reforça a percepção positiva da marca. Ambos feitos nada desprezíveis, vale lembrar, em um país onde a crise econômica está sendo particularmente dura para com a indústria automobilística local. E mais um sinal de que, em tempos de experimentação barata e amplamente acessível, mais do que nunca, quem ousa vence.

sexta-feira
3 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiro dedica três vezes mais tempo à internet do que à TV

O Brasil está mesmo entre os campeões em tempo de navegação na web. Agora, além do Ibope Nielsen – que aponta o país como um dos que passam mais horas conectados – uma outra fonte vem confirmar esse fato. De acordo com uma pesquisa recente da consultoria Deloitte, os brasileiros gastam, em média, três vezes mais tempo por semana navegando na internet do que assistindo à televisão.

Chamada de “O Futuro da Mídia”, a pesquisa, que foi feita em cinco países (Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão e Reino Unido) e ouviu nove mil pessoas, traz números interessantes:

  • Enquanto a TV consome, semanalmente, 9,8 horas, a internet fica com nada menos que 32,5 horas semanais;
  • 81% dos cerca de mil respondentes da pesquisa no País apontaram o computador como o meio de entretenimento mais importante;
  • 50% afirmaram que acompanham as últimas tecnologias e os lançamentos de novos aparelhos e que tentam comprá-los rapidamente;
  • 82 horas por semana é o tempo gasto atualmente pelos consumidores utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como o celular;

Com base nesses números, a pesquisa da Deloitte afirma que o “Brasil é um mercado jovem e que apresenta amplo crescimento em termos de consumo de mídia”.

E que os internautas brasileiros tanto fazem na Internet?
Aqui está outro ponto interessante levantado pelo estudo: cerca de 83% das 1.022 pessoas ouvidas pela pesquisa no Brasil disseram criar seu próprio conteúdo de entretenimento, por exemplo, editando fotos, vídeos ou músicas.

Ou seja, pode-se dizer que de todo o tempo gasto na web, boa parte dele é dedicada à produção e compartilhamento de conteúdo na mídias sociais, já que essas fotos, vídeos e músicas feitos pelos próprios usuários muito provavelmente vão acabar publicadas em blogs e sites como o YouTube ou Flickr.

Atualizado em 16/04/2009:

A pesquisa na íntegra está disponível para download no site Tela Viva, dividida em quatro arquivos PDF: O Estado da Democracia na MídiaPublicidadeProdutos de MídiaAtividade Social/Viral.

quinta-feira
8 janeiro, 2009
por Leandro Cervantes

O não fim dos blogs

Ainda sob o clima de “fatos que marcaram 2008”, um assunto que gerou bastante polêmica nos últimos meses do ano passado e que merece ser comentado foi o anunciado “fim dos blogs”, apontado num artigo da prestigiada revista americana Wired escrito por Paul Boutin. Em resumo, o autor afirmou que o formato blogs já estaria “ultrapassado” nestes tempos de rápida ascensão do Twitter e popularização do Facebook, entre outras plataformas de mídia social.

Um dos principais argumentos de Boutin é de que os principais blogs do EUA (no caso, os top 100 do indexador Technorati) teriam se tornado “verdadeiras revistas”, com múltiplos autores produzindo grande volume de conteúdo diariamente, e, perdendo assim, o seu lado, digamos, mais “pessoal”. E que hoje seria muito mais rápido e melhor usuar outras ferramentas com o Twitter e o Flickr pra se expressar na web.

No entanto, aquilo que o articulista chama de fim, outros vêem como profissionalização. E a escolha das ferramentas vai depender muito do tipo de conteúdo que se pretenda produzir. E outra, um formato não inviabiliza outro. Basta ver que boa parte dos post no Twitter são links para posts de blogs e outros sites.

E se os blogs “mais pessoais” perderam alguma coisa, pode-se dizer que foram apenas  posições no ranking do Technorati. Como bem disse o papa do marketing Seth Godin, em outro artigo (em inglês): “Os blogs podem ser como jornais (escritos por uma equipe) ou como um livro (escrito por um autor). Jornais geralmente vendem muito mais do que livros. Até aí, nenhuma novidade. São coisas diferentes. E precisamos dos dois.”

Teorias e polêmicas à parte, o fato é que os blogs (pessoais ou profissionais) tiveram um bom ano em 2008, e vão muito bem, obrigado. Um exemplo do fôlego do formato: duas plataformas de publicação e gerenciamento de blogs estão entre os cinco sites de mídia social mais acessados no mundo em 2008, segundo levantamento da consultoria comScore, sendo uma delas a cabeça da lista, com 222 milhões de acessos únicos.

No Brasil, os blogs também tiveram um ano de popularização. Segundo dados do Ibope//NetRatings, em 2008 metade dos usuários residenciais de internet no país se tornaram leitores de blogs: o ano começou com 9,1 milhões de adeptos desse tipo de conteúdo, o que representava 45,7% dos internautas em janeiro; e chegou, em outubro, a 11,9 milhões de leitores de blogs.

quinta-feira
11 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

As mídias sociais e o futuro do jornalismo

Abro parênteses para indicar a leitura de um post interessante do Blog da Yara sobre os desafios e oportunidades para o jornalismo e empresas de comunicação nestes tempos de total interatividade e colaboração na rede.

No texto, Yara Perez, vice-presidente do Grupo CDN, comenta o artigo de John Lloyd (autor do livro “What the media do to our politics” e colaborador do jornal Financial Times) publicado na folha de São Paulo, que coloca em discussão o futuro do jornalismo mundial, com a crise que grandes veículos vêm enfrentando já a um bom tempo, e a contribuição do chamado jornalismo cidadão, a produção colaborativa de conteúdo e informação – já visto como o salvador da pátria nessa história.

Como bem destaca Yara, apontando os argumentos de Lloyd, os blogs, redes sociais e todos os sites de compartilhamento e publicação colaborativa, como as plataformas wikis, são a moderna força do velho e bom jornalismo. Vale a pena conferir o post, onde tem também um link para o artigo completo de John Lloyd.

quinta-feira
6 novembro, 2008
por Leandro Cervantes

A mudança não será (só) televisionada, será blogada, compartilhada, twittada…

Barack Obama fez história ao ser eleito presidente dos EUA. Mas a vitória do senador democrata, negro e filho de imigrantes é emblemática não só pelos preconceitos que conseguiu romper, mas também por ter demonstrado a força do bom uso da internet e das mídias sociais como estratégia de comunicação.

Pode-se dizer que, além da vontade de mudança, foi também a vitória do diálogo. Como já comentamos em outro post aqui no blog, Obama e sua equipe souberam usar muito bem as novas tecnologias da web para se comunicar com os mais diferentes nichos do eleitorado americano.

A construção da presença e imagem de Obama na rede e a popularidade que ele conquistou com isso, tiveram um papel fundamental na sua vitória. Desde a arrecadação de fundos para a campanha pela internet, passando pelas redes sociais, vídeos no YouTube e o apoio recebido pelos blogs, até o acompanhamento da apuração dos votos pelo Twitter.

E o fato de Obama ter enviado uma mensagem a seus eleitores pela internet antes mesmo de se dirigir para o local do seu discurso de agradecimento em Chigago, onde todas as lentes e microfones do mundo esperavam por ele, é uma prova de que os novos tempos da comunicação definitivamente já chegaram (se é que alguém ainda tinha dúvida disso).

Para quem tiver curiosidade de comparar as citações a Obama e McCain na internet, vale a pena dar uma olhada neste “dossiê” online montado por um grupo de internautas portugueses, que acompanha em tempo real os conteúdos publicados em diversas veículos online e canais de mídia social.

quinta-feira
16 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

Blogs com status de “grande mídia”

Já não é de hoje que os blogs vêm ganhando espaço, tanto em relevância quanto em audiência, diante da chamada mídia tradicional. Mas é sempre bom analisar tendências como essa olhando os números de pesquisas sobre o tema.

Hoje o eMarketer, empresa especializada em pesquisas na área de marketing digital, publicou um artigo (em inglês) onde afirma (em livre tradução) que “os blogs se tornaram um meio tão difundido e influente que a linha entre eles e mídia tradicional  desapareceram”.

O artigo se baseia em dados da pesquisa State of the Blogosphere (que já foi tema de posts aqui no blog do SismoWeb), organizada pelo buscador de blogs Technorati, e de outro estudo da ComScore Media Metrix.

Segundo este último, os blogs norte-americanos receberam 77 milhões de visitantes únicos no mês de agosto, enquanto que as redes sociais MySpace e Facebook registraram 75,1 milhões e 41 milhões, respectivamente.

Outro dado interessante: em julho, quatro blogs faziam parte do ranking “top 10” dos sites de entretenimento da ComScore, e dois deles, o OMG e TMZ, ocupavam o primeiro e segundo lugar.

“Os blogs já se tornaram ‘mainstream’. Estamos vendo isso acontecer , olhando o número de blogueiros profissionais, semiprofissionais, amadores e entusiastas que estão criando experiências reais de mídia. E, ao mesmo tempo, vemos que a mídia tradicional também está vindo nesta direção, adicionando conteúdo de blogs.”, afirmou Richard Jalichandra, CEO do Technorati, em entrevista citada no artigo do eMarketer.

quarta-feira
15 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

Blogando por uma causa

Como nem só de negócios vive o homem… Hoje acontece o Blog Action Day 2008, dia em que milhares de blogs do mundo inteiro são convidados a postarem conteúdos sobre um mesmo tema, que este ano é a pobreza mundial. O objetivo da mobilização, segundo seus organizadores, é estimular o debate sobre o tema e gerar uma conscientização, além de ações concretas em relação ao problema.

O Blog Action Day sugere a doação dos lucros obtidos pela audiência dos blogs participantes neste dia a alguma entidade carente. No ano passado cerca de 20 mil blogs participaram do movimento. Quem tiver um blog e desejar participar, basta de se cadastrar no site do projeto (o que pode ser feito ainda hoje).

Bom, e aqui vai a minha modesta participação:
Já falamos aqui do interessante e recente fenômeno do crescimento do uso da internet pelas classes de baixa renda, provocado principalmente pela proliferação das LAN Houses nas periferias brasileiras.

Com isso, é cada vez maior o número de pessoas das classes D/E que estão tendo a chance de melhorar suas vidas, relacionamentos e renda graças ao simples acesso à web. Sobre esse assunto, a Carta Capital publicou uma interessante matéria em agosto. A reportagem relata, entre informações e dados estatísticos, o comportamento de dois garotos da periferia no uso da internet e como um deles conseguiu mudar sua vida por meio da rede, conseguindo um emprego e montando uma ONG para divulgar filmes na sua comunidade. (o texto na íntegra pode ser lido aqui)

Rede social contra a o desemprego
Um outro exemplo de como a tecnologia pode auxiliar no combate à pobreza vem da Índia. Lá um ex-executivo da Microsoft criou uma rede social online que funciona como uma espécie de LinkIn, para pessoas pobres.

A Babajob, conecta os trabalhadores braçais e pouco qualificados, como motoristas, jardineiros e faxineiros, que precisam de trabalho às pessoas mais abastadas que precisam contratá-los. Os trabalhadores não precisam ter acesso a computadores e nem mesmo saber mexer em um (há pessoas que fazem o cadastro deles na rede), e as contratações são baseadas em indicações de amigos, tanto dos profissionais quanto dos contratantes.

Para quem quiser saber mais sobre a Babajob, o Terra publicou uma matéria bem completa sobre a rede, que pode ser lida neste link aqui.

terça-feira
7 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

Os 10 pecados capitais dos blogs corporativos

Em uma entrevista para a MarketingSherpa, Christopher Barger, gerente do blog FastLane, da GM – referência mundial em blog corporativo – apontou os 10 maiores erros que devem ser evitados nos blogs de empresas:

    1 - Tratar o blog como um canal para mensagens corporativas;
    2 - Muita pressa para responder feedbacks negativos;
    3 - Medo das críticas;
    4 - Posts escritos por uma outra pessoa em seu nome;
    5 - Dar aos blogueiros a impressão que o post publicado é o produto final;
    6 - Usar blogueiros que falam uma língua muito corporativa;
    7 - Não estabelecer as regras e normas do blog;
    8 - Não manter freqüência nos posts;
    9 - Furar a sua própria política de controle de comentários;
  10 - Editar, esconder ou apagar um post quando cometer um erro;

A dica e tradução resumida são do Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo. Pena que a entrevista completa de Barger no Marketsherpa só está disponível para quem assina (e paga) o serviço do site. Aliás, se alguém aí tiver lido e quiser comentá-la, será muito bem-vindo.

Claro que esta não é uma lista completa, nem definitiva, mas serve como, digamos, um guia básico de “boas maneiras” na blogosfera. As dúvidas e dificuldades das empresas sobre os blogs corporativos ainda são muitas e a discussão sobre o que funciona e o que não funciona é longa. Mas tem evoluído. Uma prova disso é o Blog Council, uma comunidade de executivos responsáveis pela área de mídia social em grandes empresas nos EUA, criada para discutir, entre outras coisas, as melhores práticas em blogs corporativos.

quinta-feira
25 setembro, 2008
por Leandro Cervantes

Raio X da Blogosfera – o “modus operandi” dos blogueiros

Depois de traçar o perfil do blogueiro, mostrar o quê eles estão blogando e qual o impacto dos blogs em suas vidas, a pesquisa State of the Blogosphera apresenta agora “como” os autores de blogs desenvolvem sua atividade.

Segundo a terceira parte do estudo, blogueiros investem um tempo considerável na criação e atualização de seus blogs, bem como no monitoramento e manutenção de seu público e audiência. Até aqui, nenhuma grande novidade para quem acompanha a blogosfera de perto ou faz parte dela. Mas a pesquisa vai um pouco mais fundo no “modus operandi” da atividade e traz números interessantes. Entre eles vale destacar os seguintes:

  • 25% dos blogueiros dedicam dez horas ou mais, por semana, à atualização de seus blogs;
  • Os blogueiros “influentes” (segundo os critérios de Autoridade do Technorati), são geralmente os que mais atualizam seus blogs: mais da metade dos blogs na liderança de autoridade postam conteúdo no mínimo cinco vezes por dia;
  • A esmagadora maioria dos blogueiros monitora o número de visitantes e de pagviews de seus blogs e a ferramenta preferida para isso é o Google Analytics;
  • Autores de blogs usam os mais variados meios para tornar seus blogs mais “visíveis” e atraentes e, assim, conquistar mais visitantes. As estratégias para aumentar a audiência incluem listar o blog em buscadores específicos, como o próprio Technorati e o Google Blogs, além de comentários, links para outros blogs, tageamento dos posts e participação em blogrolls, entre outros recursos.
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