Etiqueta: ’engajamento’

sexta-feira
24 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Seis passos para uma presença efetiva na mídia social

É consenso que a histórica campanha de Barack Obama à presidência dos EUA colocou definitivamente as mídias sociais no radar da comunidade de negócios. O uso estratégico e intensivo dos canais digitais foi decisivo para lançar e coordenar o que se tornaria um fenômeno sem precedentes de mobilização popular.

Os números finais foram falam por si: dois milhões de usuários cadastrados, três milhões de doadores, 200 mil eventos offline e US$ 500 millhões arrecadados. Resultados que fizeram a reputação da Blue State Digital, empresa responsável pelas ações digitais na campanha.

Num momento em que mais e mais corporações se aventuram no ambiente das redes sociais, vale ter em mente desde o princípio o que Jascha Franklin-Hodge, fundador e CTO da Blue State, aponta como passos fundamentais para criar uma presença efetiva na web:

  1. Ações digiridas. Conheça o potencial de cada canal e avalie o que ele tem a oferecer para o seu caso.
  2. Seja autêntico. Nada de disparar press releases. As mensagens devem partir de uma pessoa, um nome dentro da organização, para garantir uma voz consistente.
  3. Cultive a iniciativa. Estimule a pró-atividade entre os usuários, e não tenha receio em pedir ou apresentar idéias.
  4. Seja relevante. Ou seja ignorado.
  5. Crie uma marca forte e aberta. Consistente, profissional, competente.
  6. Mensure tudo. Emails, usuários, mensagens, padrões, engajamento e quantias envolvidas.
terça-feira
21 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Mídia social e performance financeira: ações e correlações

Um estudo divulgado pela Wetpaint e pelo Altimeter Group identifica uma interessante correlação entre a participação das organizações na mídia social e sua performance financeira recente. As 100 marcas relacionadas no BusinessWeek/Interbrand Best Global Brands ranking de 2008 foram avaliadas com base em seu nível de engajamento em blogs, wikis, fórums e plataformas como Twitter e Facebook. Os resultados são surpreendentes: considerados os últimos 12 meses, as mais ativas viram sua receita aumentar em média 18%; na outra ponta, as menos engajadas registraram um crescimento negativo médio de 6%.

As ações de engajamento de cada empresa nos canais pesquisados receberam uma pontuação, numa escala que vai de 1 a 127. Abaixo, as dez primeiras do ranking e suas respectivas pontuações:

1. Starbucks (127)
2. Dell (123)
3. eBay (115)
4. Google (105)
5. Microsoft (103)
6. Thomson Reuters (101)
7. Nike (100)
8. Amazon (88)
9. SAP (86)
10. Tie - Yahoo!/Intel (85)

Embora sugiram uma clara correlação entre interação com clientes nas redes sociais e resultados financeiros, os dados levantados no estudo não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito. Mas é significativo o fato de que todas as dez primeiras do ranking estejam apresentando boas performances mesmo em momento de forte desaceleração econômica nos EUA.

É igualmente notável que o nível de engajamento surja como um fator importante na relação com o desempenho financeiro. Empresas intensamente engajadas, presentes em um número limitado de canais, registraram margens brutas e líquidas de lucro superiores às de empresas presentes em muitos ambientes sociais, mas apenas moderadamente ativas. Citanto textualmente o documento, “não é tanto uma questão de fazer ou não, mas de fazer bem-feito”.

Entre outras conclusões relevantes do estudo estão: a) o número de canais vem crescendo, mas o nível de engajamento cresce em uma velocidade superior; b) o engajamento varia de acordo com o segmento, sendo maior entre marcas ligadas a tecnologia e mídia; e c) sim, o nível de engajamento de uma marca pode - e deve - ser mensurado.

O PDF com a íntegra do estudo (original em Inglês) pode ser acessado aqui.