Etiqueta: ’Ibope/NetRatings’

sexta-feira
3 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiro dedica três vezes mais tempo à internet do que à TV

O Brasil está mesmo entre os campeões em tempo de navegação na web. Agora, além do Ibope Nielsen – que aponta o país como um dos que passam mais horas conectados – uma outra fonte vem confirmar esse fato. De acordo com uma pesquisa recente da consultoria Deloitte, os brasileiros gastam, em média, três vezes mais tempo por semana navegando na internet do que assistindo à televisão.

Chamada de “O Futuro da Mídia”, a pesquisa, que foi feita em cinco países (Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão e Reino Unido) e ouviu nove mil pessoas, traz números interessantes:

  • Enquanto a TV consome, semanalmente, 9,8 horas, a internet fica com nada menos que 32,5 horas semanais;
  • 81% dos cerca de mil respondentes da pesquisa no País apontaram o computador como o meio de entretenimento mais importante;
  • 50% afirmaram que acompanham as últimas tecnologias e os lançamentos de novos aparelhos e que tentam comprá-los rapidamente;
  • 82 horas por semana é o tempo gasto atualmente pelos consumidores utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como o celular;

Com base nesses números, a pesquisa da Deloitte afirma que o “Brasil é um mercado jovem e que apresenta amplo crescimento em termos de consumo de mídia”.

E que os internautas brasileiros tanto fazem na Internet?
Aqui está outro ponto interessante levantado pelo estudo: cerca de 83% das 1.022 pessoas ouvidas pela pesquisa no Brasil disseram criar seu próprio conteúdo de entretenimento, por exemplo, editando fotos, vídeos ou músicas.

Ou seja, pode-se dizer que de todo o tempo gasto na web, boa parte dele é dedicada à produção e compartilhamento de conteúdo na mídias sociais, já que essas fotos, vídeos e músicas feitos pelos próprios usuários muito provavelmente vão acabar publicadas em blogs e sites como o YouTube ou Flickr.

Atualizado em 16/04/2009:

A pesquisa na íntegra está disponível para download no site Tela Viva, dividida em quatro arquivos PDF: O Estado da Democracia na MídiaPublicidadeProdutos de MídiaAtividade Social/Viral.

quinta-feira
8 janeiro, 2009
por Leandro Cervantes

O não fim dos blogs

Ainda sob o clima de “fatos que marcaram 2008”, um assunto que gerou bastante polêmica nos últimos meses do ano passado e que merece ser comentado foi o anunciado “fim dos blogs”, apontado num artigo da prestigiada revista americana Wired escrito por Paul Boutin. Em resumo, o autor afirmou que o formato blogs já estaria “ultrapassado” nestes tempos de rápida ascensão do Twitter e popularização do Facebook, entre outras plataformas de mídia social.

Um dos principais argumentos de Boutin é de que os principais blogs do EUA (no caso, os top 100 do indexador Technorati) teriam se tornado “verdadeiras revistas”, com múltiplos autores produzindo grande volume de conteúdo diariamente, e, perdendo assim, o seu lado, digamos, mais “pessoal”. E que hoje seria muito mais rápido e melhor usuar outras ferramentas com o Twitter e o Flickr pra se expressar na web.

No entanto, aquilo que o articulista chama de fim, outros vêem como profissionalização. E a escolha das ferramentas vai depender muito do tipo de conteúdo que se pretenda produzir. E outra, um formato não inviabiliza outro. Basta ver que boa parte dos post no Twitter são links para posts de blogs e outros sites.

E se os blogs “mais pessoais” perderam alguma coisa, pode-se dizer que foram apenas  posições no ranking do Technorati. Como bem disse o papa do marketing Seth Godin, em outro artigo (em inglês): “Os blogs podem ser como jornais (escritos por uma equipe) ou como um livro (escrito por um autor). Jornais geralmente vendem muito mais do que livros. Até aí, nenhuma novidade. São coisas diferentes. E precisamos dos dois.”

Teorias e polêmicas à parte, o fato é que os blogs (pessoais ou profissionais) tiveram um bom ano em 2008, e vão muito bem, obrigado. Um exemplo do fôlego do formato: duas plataformas de publicação e gerenciamento de blogs estão entre os cinco sites de mídia social mais acessados no mundo em 2008, segundo levantamento da consultoria comScore, sendo uma delas a cabeça da lista, com 222 milhões de acessos únicos.

No Brasil, os blogs também tiveram um ano de popularização. Segundo dados do Ibope//NetRatings, em 2008 metade dos usuários residenciais de internet no país se tornaram leitores de blogs: o ano começou com 9,1 milhões de adeptos desse tipo de conteúdo, o que representava 45,7% dos internautas em janeiro; e chegou, em outubro, a 11,9 milhões de leitores de blogs.

segunda-feira
8 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

Internet residencial: mais de um terço do tempo de navegação é dedicado às redes sociais

O Ibope/NetRatings acaba de divulgar novos dados de sua pesquisa mensal sobre o uso da internet residencial no Brasil. Segundo o levantamento, o número de usuários que têm acesso à rede em casa e usaram a web em outubro teve uma pequena queda (3%) em relação ao período anterior e ficou em torno de 24,4 milhões de pessoas. Porém, o tempo que os usuários passaram navegando aumentou.

De acordo com a pesquisa, o tempo médio de navegação por pessoa no mês de outubro foi de 24 horas e 41 minutos (um crescimento de 4,7% em relação a setembro), superando países como a França (23horas e 10minutos) e Reino Unido (23horas e quatro minutos).

E aqui está um dos pontos mais interessantes para quem se interessa pela mídia social: a participação de redes sociais, blogs, fóruns e outros sites de grupos de interesse foi de 34,5% do tempo total navegado. “Os sites de relacionamento concentram a maior média de consumo do tempo de navegação no Brasil”, afirmou o analista de mídia do Ibope//NetRatings, José Calazans, no release de divulgação da pesquisa.

Vale lembrar que esses dados são relativos ao acesso em casa. Porém, se incluirmos também o acesso em outros ambientes, como as LAN-houses, esses números podem ser ainda mais significativos.

Segundo dados do próprio Ibope, o total de pessoas com 16 anos ou mais e com acesso em todos os ambientes (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas, telecentros) é de 43,1 milhões atualmente, enquanto que o total de usuários (ativos e inativos) com acesso em casa é 36,3 milhões.