Etiqueta: ’jornal’

quarta-feira
31 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

Os grandes jornais e a produção colaborativa de conteúdo: grandes (e boas) mudanças

A internet e as novas plataformas e ferramentas de comunicação online deram voz e vez ao consumidor. Esta frase, frequentemente usada por nós aqui da CDN Interativa nas apresentações sobre mídia social para nossos clientes e prospects, se aplica também à relação de consumo de informação.

Isso é o que mostra o último relatório da consultoria The Bivings Group, que todos os anos publica um estudo sobre os recursos online dos maiores jornais dos EUA. De acordo com o levantamento, o modo como os 100 maiores jornais norte-americanos usam a internet mudou radicalmente em 2008.

Para se ter uma idéia, a adoção de recursos web para publicação de conteúdos gerados pelo usuário entre as empresas pesquisadas saltou de 24% em 2007 para 58% este ano – mais que o dobro. Este é apenas um dos dados levantados. Veja alguns outros destaques:

  • 75% dos jornais agora permitem ao leitor comentar artigos, contra 33% em 2007;
  • 92% dos jornais agora oferecem a opção de marcar matérias e artigos como “preferido” em sistemas de social bookmarking, como o Delicious ou Digg. Em 2006 eram apenas 7%;
  • O modelo de registro online obrigatório está acabando. O número de sites que requerem login e senha de usuário para acesso a conteúdos (gratuitos ou pagos) caiu de 29% em 2008 para 11% em 2008;
  • 20% dos grandes jornais disponibilizam funções de chats e 40% oferecem alertas via SMS

Quem quiser, pode ler a íntegra da pesquisa aqui.

Acho que já não há muitas dúvidas de que os grandes jornais nunca mais serão os mesmos. E esses números apenas confirmam essa tendência. Agora é possível falar, tomar parte e interagir com os veículos e seus conteúdos, juntamente com inúmeras outras fontes de informação.

Por aqui a coisa ainda é mais restrita, mas já há bons exemplos, como o do jornal O Globo, que além de comentários nas notícias permite também que o leitor publique notícias pelo canal “Eu Repórter”.

Isso tudo é muito positivo, apesar de muita gente ainda questionar a confiabilidade das informações publicadas por usuários. Mas no final das contas, os benefícios são muito maiores que eventuais falhas, como o caso da falsa morte de Steve Jobs, publicada no iReport, canal de jornalismo cidadão da CNN.

Nesse caso, aliás, o erro maior foi de quem moderou a publicação da notícia, que nunca vai ao ar diretamente. E o erro foi rapidamente identificado como falso pelos próprios internautas. O seja, a colaboração funciona, só é preciso ter cuidado com ela, como com qualquer outra fonte de informação.

Continua valendo para as novas mídias o que diz uma antiga frase (que não lembro a autoria agora) citada nos cursos de jornalismo: “pior do que não ler jornal é ler um jornal só”.

quarta-feira
22 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

Colunistas e blogueiros do Globo no Twitter

Ainda não são todos, mas alguns dos principais colunistas e blogueiros do jornal O Globo já contam com páginas oficiais no Twitter. Com isso, os leitores agora podem acompanhar a produção dos autores em resumos com links para os conteúdos completos.

Já estão participando do serviço de microblogging o Ricardo Noblat , Ancelmo Gois; Míriam Leitão, os blogs do Bonequinho, Page Not Found e o Feira Moderna, entre outros.

Espécie de junção de blog, com rede social e Instant Messenger, o Twitter é um serviço gratuito que permite aos usuários publicar, ou melhor (pra usar o termo corrente) “atualizar”, textos de até 140 caracteres em sua página pessoal e também acompanhar as atualizações dos participantes que escolher “seguir”, que podem ser amigos, instituições ou blogs. Verdadeira febre na internet, principalmente nos EUA, o Twitter já contabiliza mais de três milhões de usuários únicos em seu site.

Além de informar seu público sobre as atualizações de conteúdo, o site de O Globo usa o serviço de microblogging para que os leitores também informem outras pessoas sobre determinados assuntos. Como ocorreu com o Cine Twitter, durante o Festival do Rio, em que os usuários puderam experimentar a realização de uma cobertura coletiva do evento.

O jornal segue a mesma linha de outras experiências interessantes de uso da ferramenta por veículos de comunicação, como a da TV Cultura com programa Roda Viva, em que os “twitteiros” podem enviar perguntas; e a de Milton Jung na rádio CBN São Paulo, que em seu perfil no Twitter comenta coisas do bastidor e pede para os ouvintes opinarem sobre as notícias.

Além das empresas de comunicação, grandes empresas lá fora também já aderem também ao serviço de microblogging, como a Dell e a Starbucks, que utilizam o twitter para informar seus clientes sobre lançamentos, ofertas e promoções.

De fato, se alguém ainda duvida do potencial e disseminação do uso do Twitter, deve começar a rever seus conceitos. É bem provável que se veja cada vez mais experiências como essas por aí.