Etiqueta: ’marketing’

sexta-feira
22 janeiro, 2010
por Paulo Henrique Lemos

Compartilhando o pão

O tempo passa, a barba cresce e nós trabalhamos como se o mundo fosse acabar amanhã. Não admira que seja tão fácil esquecer de coisas importantes, como recomendar boas leituras e trabalhos de outros colegas, por exemplo. Gente que está mais preocupada em fazer avançar as causas do que em levar o crédito pelos resultados.

Gente como Gabriel Rossi, que chama nossa atenção para a necessidade de revitalizar o debate sobre o papel das mídias sociais para o ambiente de negócios e a cultura das organizações (íntegra aqui):

“Você está preparado para evoluir e sair dos questionamentos diários sobre a ação viral promocional divertida, a “orkutização” e “facebookização” do Twitter ou parar de ir às mesmas palestras sobre as melhores práticas para blogs corporativos? Tudo isso já soa repetitivo, não é mesmo? Nada de dados, soluções ou ideias surpreendentes. O momento agora é de movimento rápido, evolução e um olhar para as mídias sociais e de todos os seus processos de escuta para que eles sejam práticas não estéreis, mais técnicas e que realmente impactem em processos decisórios delicados.”

Gente como Roberta Simões, que propõe uma nova maneira de pensar a função de RP Digital (íntegra aqui):

“Este profissional que desempenhará o papel de RP digital fará justamente uma comunicação de nicho. E para isso, os clientes precisam saber a resposta a algumas perguntas: É fácil? Não. Os resultados são mais lentos? Muito. Dá para colocar qualquer um pra fazer? Jamais. Transparência é importante? É essencial. As regras mudam quando falamos em relacionamento e não campanha? Completamente. Existe um único caminho a seguir? Não.”

Gente como Ricardo de Paula, para quem a comunicação corporativa não passará impune pelas transformações a que estamos assistindo (íntegra aqui):

“As novas mídias estão sendo vistas como ameaça por muitas companhias e não como oportunidade, quando na verdade as duas coisas não são excludentes, elas coexistem. As organizações estão vivenciando o dilema de entrar ou não nas mídias sociais, porém já estão onipresentes, desde o início. A comunicação tem o papel de se posicionar estrategicamente perante as novas mídias, cada empresa com sua velocidade, e na era da velocidade da informação e do feedback instantâneo, estar próximo ao consumidor vai ser o negócio de muitas empresas.”

Gente como Samantha Shiraishi, que nos adverte contra o deslumbramento e a mistificação em torno do uso das ferramentas digitais pelas empresas (íntegra aqui):

“Na minha visão, é um nicho e um indício de uma nova época na qual os consumidores deixarão em definitivo de ser receptores passivos dos produtos. Daí a pensar que toda empresa precisa de um blog corporativo e que toda ação  de marketing deverá contemplar veiculação planejada em mídia social, tem uma distância que não acredito que percorreremos tão rápido. Podemos até chegar lá, mas não será amanhã, como afirmam alguns.”

Há opiniões para todos os gostos por aí, mas, honestamente, isso é tudo que poderíamos pedir. Nada como trabalhar em uma área onde não há certezas absolutas, nem donos (efetivamente!) da verdade. Tudo está por ser construído, e essa construção é necessariamente coletiva. Se você pensou em coisas como muito trabalho e aprendizado via tentativa e erro, seja bem-vindo ao barco.

quinta-feira
19 novembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

2010: o ano da primeira campanha global via mídias sociais

A Coca-Cola tem uma perguntinha para o planeta Terra: o que faz as pessoas felizes? Para saber a resposta, a empresa enviará um time de três jovens a cada um dos 206 países onde a Coca é vendida, num percurso que consumirá todos os 365 dias de 2010 e algumas dezenas de milhares de milhas.

A campanha, batizada de Expedition 206, fará uso intensivo das mídias sociais para compartilhar com o público tudo o que o trio de “embaixadores da felicidade” encontrar de interessante. Além de um blog, já estão no ar um perfil no Twitter, uma página no Facebook e canais específicos para vídeos e fotos. Mas do ponto de vista de negócios, as ambições da Coca-Cola para a empreitada não se limitam à mera medição da quantidade e qualidade da exposição da marca.

Em entrevista para a revista Advertising Age, o VP de Public Affairs Clyde Tuggle explica que “o desafio colocado para a equipe de comunicação foi pensar as mídias sociais como uma nova fronteira para as relações públicas da companhia.” Tuggle acredita que o esforço coordenado das áreas de marketing e comunicação vai estimular o desenvolvimento de novas estratégias de comunicação digital nos mercados onde a Coca-Cola está presente - que são todos, suponho, dado que os 206 países da jornada superam por confortável margem os 192 representados na ONU.

O roteiro dos embaixadores prevê participações em grandes eventos, como a Copa do Mundo, na África do Sul, os Jogos Olímpicos de inverno, no Canadá, e a feira mundial de Xangai, na China. Os riscos envolvidos são evidentes e consideráveis. Problemas relacionados à saúde, à segurança e ao trânsito dos embaixadores podem impactar seriamente o cronograma da campanha, e a Coca-Cola admite ter preparado uma série de planos de contingência para situações inesperadas.

Em todo caso, no que se refere especificamente ao uso das mídias sociais, talvez o maior desafio seja aquele descrito pela própria reportagem da Ad Age: gerar interesse e engajamento entre os protagonistas e o fidelíssimo público da Coca. Não por acaso, o domínio de ferramentas e linguagem dos canais digitais foi o principal critério para a escolha do trio. O que, se nada garante, algo promete. Uma campanha em escala global, envolvendo uma marca consagrada e canais onde a experimentação é a regra sugere um rico campo de observação para os profissionais de comuicação e marketing. A ver, a partir de 1° de janeiro de 2010, primeiro dia da próxima década.

terça-feira
6 outubro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

50 mil prospects via redes sociais

Recentemente falamos aqui no blog sobre o Fiesta Movement, a última e mais ousada ação da Ford dos EUA no campo das redes sociais. Ousada, sim, porque ceder 100 automóveis para 100 blogueiros e estimulá-los a compartilhar livremente suas impressões não costuma fazer parte do repertório das montadoras - principalmente quando o modelo em questão sequer foi lançado oficialmente no mercado.

Pois bem. Num momento em que se discute intensamente a necessidade de medir o alcance e o engajamento das ações em redes sociais, vale a pena retomar o caso da Ford e do Fiesta Movement. Passados pouco mais de 40 dias desde o início da campanha, os números alcançados já são pra lá de expressivos: 500 mil visualizações no Flickr, 4.3 milhões no YouTube e 3 milhões de citações no Twitter falam por si. Mas qual o resultado concreto de tanto buzz? À parte a exposição considerável de sua marca, o que a Ford leva nisso tudo?

Segundo dados divulgados pela montadora, mais de 50 mil pessoas demonstraram interesse em adquirir o novo modelo. Mais: 97% deles informaram não possuir um veículo da marca atualmente. Definitivamente, nada mal para uma campanha que não investiu um único dólar em publicidade tradicional (ainda que haja, evidentemente, outros custos).

Resta saber quantas dessas manifestações de interesse se converterão em vendas quando o carro for lançado, em 2010. De qualquer forma, trata-se de um exemplo de esforço focado em redes sociais que efetivamente leva a idéia de um produto a seu público-alvo, ao mesmo tempo em que reforça a percepção positiva da marca. Ambos feitos nada desprezíveis, vale lembrar, em um país onde a crise econômica está sendo particularmente dura para com a indústria automobilística local. E mais um sinal de que, em tempos de experimentação barata e amplamente acessível, mais do que nunca, quem ousa vence.

terça-feira
29 setembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Quando o seu cliente é a sua melhor propaganda

Talvez você ainda não compre de tudo na Internet. Mas se você é um consumidor atento, informado e exigente, há boas chances de que você pesquise na Internet antes de comprar produtos e serviços que despertem o seu interesse. E, se esse for o caso, posso apostar que você leva mais em consideração o que outros clientes têm a dizer sobre uma marca do que aquilo que a própria marca diz sobre si.

Empresas de todos os portes sabem disso, como bem demonstram os investimentos crescentes em marketing boca-a-boca, fidelização e engajamento. Ainda assim, não são poucas as que se sentem inseguras em tempos como estes, em que cada cliente tem à disposição seus próprios canais de comunicação com o mundo. Sim, estamos falando das redes sociais.

A boa notícia é que, se este cenário apresenta seus riscos, também oferece oportunidades singulares para as organizações que se dispuserem a compreender e usar a seu favor as forças que o influenciam.

Tomemos o caso do californiano Jim Hobart, dono de uma pequena confecção chamada Alpaca Direct. Oferecendo seus produtos no site eBay, gigante do comércio online, Jim notou que os produtos que eram alvo de comentários de clientes vendiam consistentemente mais. Animado pela tendência, ele procurou um serviço que agregasse e organizasse os comentários, e tomou a difícil decisão de incorporá-los ao seu próprio website. Dificíl, sim, porque ele sabia que a ação só surtiria efeito se ele permitisse que clientes insatisfeitos também se manifestassem, fator fundamental para dar um mínimo de credibilidade ao espaço.

Pois bem: bastou um mês para que as vendas dos produtos que receberam comentários crescessem 23%. Números relevantes, sem dúvida, mas que talvez não cheguem a ser surpresa. Afinal, parece razoável supor que potenciais compradores sejam influenciados por resenhas positivas, não? Eis o que Jim certamente não esperava: os produtos acompanhados de comentários negativos também passaram a vender mais.

Em entrevista ao portal CNN Money, Jim disse que “as resenhas ajudam a construir aquela confiança inicial, e são chave para o sucesso da nossa empresa a longo prazo”. Também ouvida pela reportagem da CNN, Jacqueline Anderson, da consultoria Forrester Research, falou sobre a importância de resistir à tentação de editar ou apagar comentários negativos: “se tudo é positivo, o consumidor fica desconfiado.”

É importante notar que a lição aqui passa longe do simplório “falem bem, mas falem de mim.” A experiência desse pequeno empreendedor deixa claro que há benefícios reais e concretos em tratar os clientes com maior honestidade e transparência, dando voz a suas dúvidas, anseios e opiniões. Se a sua empresa é séria, e confia na qualidade dos produtos e serviços que oferece, essas vozes são a melhor propaganda positiva que o seu negócio pode ter.

quarta-feira
2 setembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Um carro, 100 blogueiros e uma grande oportunidade

106 anos de vida. Uma das 20 maiores corporações do mundo. Fabricante de bens industriais com fábricas em cinco continentes. Presença ativa nas mídias sociais, com ênfase em ações criativas e inovadoras. À primeira vista, esta última credencial pode parecer um tanto fora de lugar em meio às demais. Não se estivermos falando da Ford.

Há aproximadamente um ano a matriz americana criou o cargo de diretor de mídia social, ocupado por Scott Monty. Hoje, a Ford é uma das empresas de grande porte a fazer uso intensivo de ferramentas como o Twitter para, entre outras coisas, atender a dúvidas e reclamações de clientes, divulgar iniciativas verdes e criar brand awareness. Tendo em vista a relutância das corporações em abraçar definitivamente as possibilidades das redes sociais, já não seria pouco.

Mas a Ford quer mais: em antecipação ao lançamento do novo Fiesta nos EUA, previsto para o início de 2010, a montadora preparou uma ação inédita pelo alcance e, convenhamos, ousadia. 100 blogueiros foram escolhidos dentre 4000 candidatos para testar o carro por seis meses. Cada um se comprometeu a postar um vídeo mensal sobre a experiência, e a divulgar comentários esporádicos via perfis em redes sociais. O conteúdo produzido será convenientemente agregado no site Fiesta Movement.

Em entrevista ao jornal USA Today, Monty descreve a ação como “extremamente importante para a história da companhia. Reflete uma mudança de cultura e uma adaptação a essa nova maneira de comunicar.” E esclarece: “os blogueiros têm liberdade total para dizer o que quiserem.”

Para além da visibilidade gerada pela mera existência de uma campanha desse tipo - inclusive com repercussão na chamada “mídia tradicional”-, a Ford dá sinais de ter entendido e assimilado um algo fundamental para a construção de uma percepção positiva, e que absolutamente não está restrito ao ambiente das redes sociais: a importância de cultivar a honestidade.

Estamos vivendo o fim da era em que a comunicação corporativa se dava por vias de mão única. Não se trata apenas de uma mudança positiva: ela é também inevitável. Se uma organização realmente confia em seu produto ou serviço, pode e deve agir de acordo, buscando formas transparentes de interação com seus clientes e demais stakeholders.

O que inclui aceitar que reações, elogios e críticas sempre existirão, e devem ser tratados como oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento. Por óbvios e relevantes que pareçam esses conceitos, não é difícil observar exemplos diários de empresas que insistem em ignorar o que dizem e pensam as mesmíssimas pessoas das quais depende sua sobrevivência.

terça-feira
14 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Investimentos corporativos em mídias sociais: números e tendências

Sempre que se fala sobre Internet, novas tecnologias e seu impacto sobre o comportamento dos agentes econômicos, convém ter cautela nos prognósticos. Afinal, estamos falando de um campo em que mudanças significativas acontecem em períodos cada vez mais curtos de tempo. Para ficar em apenas um exemplo, quem poderia imaginar, dois ou três anos atrás, que quase todos os grandes veículos de mídia estariam fazendo uso intensivo de uma ferramenta como o Twitter?

Feitas essas ressalvas, vale a pena atentar para o último estudo da Forrester Research sobre as tendências em marketing interativo para os próximos cinco anos. Os números impressionam: a estimativa é de que US$ 55 bilhões de dólares serão investidos entre as diversas modalidades de marketing interativo. Considerando apenas as mídias sociais, o valor de US$ 716 milhões referente a 2009 evoluirá a uma taxa média anual de 34%, atingindo a marca dos US$ 3.1 bilhões em 2014.

Comentando o estudo no blog da Forrester, a analista-chefe Shar VanBoskirk faz a seguinte avaliação:

“Para mim, o dado mais interessante do estudo é o que diz que a verba de publicidade diminuirá. Isso mesmo. Com dólares antes alocados nas mídias tradicionais sendo direcionados para ferramentas mais baratas e eficientes, os profissionais de marketing disporão de menos dinheiro para atingir suas metas”.

Novamente: trata-se de um campo em que projeções de médio e longo prazo devem ser tomadas com cautela. A emergência de novas tecnologias e plataforamas têm o poder de criar novas formas de interação e transformar significativamente o comportamento dos usuários. Ainda assim, é seguro afirmar que, independentemente dos números, muitas organizações já caminham na direção de uma presença digital mais ativa, compreendendo a importância de dialogar com seus públicos de maneira honesta e relevante para construir e manter uma percepção positiva de suas marcas.

segunda-feira
13 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Os brasileiros e o uso intensivo das redes sociais

A enorme popularidade das redes sociais entre os brasileiros já é uma realidade amplamente aceita. A informação - verdadeira, por sinal - de que o país abriga metade do total de usuários do Orkut também costuma ser lembrada quando se discute a penetração das mídias sociais no país. Ainda assim, contextualizar o que se passa no Brasil em relação a outras partes do mundo é importante para compreender melhor as tendências dos hábitos digitais locais.

Em todo o planeta Terra, 1.1 bilhão de pessoas maiores de 15 anos acessaram a Internet no último mês de maio. Dentre elas, nada menos do que dois terços acessaram ao menos um site de rede social no período. É o que informa pesquisa recém-divulgada pela comScore, empresa americana especializada na mensuração do universo digital.

No ranking de países mais engajados, que alinha o número médio de horas de conexão e o de páginas visitadas, Rússia e Brasil ocupam respectivamente primeiro e segundo lugar. Nas 6.6 horas mensais em que navegaram pelas redes sociais, os russos visitaram em média 1307 páginas. Entre os brasileiros, os números são ligeiramente inferiores: 6.3 horas para 1220 páginas visitadas. Mas chama a atenção que ambos estejam muito acima da média mundial de 3.7 horas e 525 pageviews, o que dá uma mostra do nível de penetração das mídias sociais nos dois países.

Veja abaixo os números consolidados dos dez primeiros colocados:

Interessante notar que nos EUA, um mercado considerado já maduro em termos de acesso à Internet, e onde o conceito de comunicadades virtuais vem ganhando atenção crescente da comunidade de negócios, os números são significativamente menores: 4.2 horas em média para visitar 477 páginas, suficientes para o nono lugar no ranking.

A pesquisa também cita a importância das redes em países geograficamente dispersos, por permitirem que pessoas separadas por grandes distâncias mantenham contato constante. E atesta que “o comportamento altamente engajado nas redes sociais oferece uma significativa oportunidade para profissionais de Marketing e Publicidade que buscam atingir esse público“.

quinta-feira
2 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Marketing nas mídias sociais: investimentos em crescimento

Pelo jeito a crise financeira global não deve intimidar os investimentos em publicidade e marketing nas mídias sociais este ano. Ao menos é o que apontam alguns artigos e estudos de mercado publicados este mês. Apesar de serem relativos ao mercado americano, os números são animadores. Ainda mais no atual cenário econômico.

A consultoria eMarketer, por exemplo, estima que só os anúncios em redes sociais devem crescer cerca 17% em 2009, chegando a 2,35 bilhões de dólares (em 2008 o montante foi de 2 bilhões). Só para comparar (o que na verdade não tem nem comparação), isso é muito mais que toda a verba de anúncios na internet brasileira, que somou 760 milhões de reais em 2008 (segundo o IAB).

Um outro estudo, da Forrester Research, ouviu 114 profissionais de marketing em empresas (americanas) com mais de 250 funcionários sobre seus orçamentos para 2009 e chegou aos seguintes números: 53% dos entrevistados afirmaram que vão aumentar os investimentos em mídias sociais, 42% disseram que vão manter e apenas 5% falaram em redução de gastos com esse tipo de mídia.

Essa tendência é comprovada por um outro levantamento similar, do Aberdeen Group, feito com profissionais de marketing de empresas consideradas “top” em seus segmentos, em diversas partes do mundo.

De acordo com os respondentes, 63% das empresas planejam incrementar os investimentos para mídias sociais em 2009. E desse total, 21% planeja expandir os orçamentos na área em mais de 25%.

segunda-feira
30 março, 2009
por Leandro Cervantes

O monitoramento das mídias sociais no planejamento de comunicação digital


Nos dias 27 e 28 de março a JumpEducation realizou aqui em São Paulo um interessante curso sobre Planejamento de Comunicação em Meios Digitais. Em pauta, as mudanças provocadas pela web 2.0 na comunicação entre empresas, marcas, público e consumidores, e o impacto dessas mudanças na maneira de planejar, estruturar e mensurar os resultados dos planos de comunicação corporativos.

Destaque para o módulo sobre Mídia Social e RP Digital, ministrado pela especialista em mídias digitais e coordenadora do curso, Cátia Lassalvia, que abordou as novas possibilidades de se fazer relacionamento e comunicação corporativa no meio digital.

A aula, que encerrou o treinamento no sábado, contou com a participação da coordenadora de criação e mídias sociais aqui da CDN Interativa, Mariana Moreira, que apresentou alguns importantes cases de comunicação corporativa, gestão de crise e ações em mídias sociais. Além de destacar a importância do monitoramento de blogs, redes sociais e demais ferramentas da web colaborativa (como o que fazemos com o Sismoweb) para embasar o planejamento e a execução da comunicação nos meios digitais.

“Antes de planejar e executar qualquer ação em mídia social, e na web em geral, hoje em dia, é preciso primeiro saber ouvir. As empresas precisam antes de tudo conhecer muito bem o público e o meio onde pretendem interagir”, destacou Mariana.

Para quem tiver interesse nesse tipo de curso, vale acompanhar o calendário da JumpEducation, que promove regularmente diversos treinamentos na área de marketing digital, entre outros temas. Já para quem procura algo mais aprofundado, outra dica é o curso de pós-graduação em “Gestão e Comunicação em Hipermídia” da Unicid, também coordenado pela Cátia Lassalvia. A turma para este semestre já está fechada, mas dá para conferir o programa do curso aqui.

quarta-feira
25 março, 2009
por Leandro Cervantes

Mídias sociais = resultados em marketing

Que as mídias sociais – quando bem usadas – podem fazer a diferença na comunicação ou numa campanha de marketing e trazer resultados surpreendentes para os negócios, já não é nenhuma grande novidade.

Mas, nada melhor que ter bons números para demonstrar isso. Pois aqui estão alguns números interessantes, apontados em um estudo do site WhitePaperSource realizado com cerca de 700 profissionais de marketing (dos EUA) e divulgado esta semana:

  • 88% dos entrevistados afirmam usar redes sociais para promover seus produtos e marcas;
  • Dentre esses, metade diz ter conseguido gerar oportunidades comerciais de qualidade nas redes sociais, um terço afirma ter fechado negócios e 81% dizem ter conseguido uma boa exposição para seus produtos e marcas com a ajuda dos sites e aplicações sociais;
  • Um dos principais benefícios do uso das mídias sociais apontados pelos participantes é a melhoria da indexação da empresa ou marca em sites de busca (que, com isso, ganham mais exposição)
  • 65% dos profissionais de marketing dedicam pelo menos 5 horas semanais ao uso das mídias sociais e 39% passam dez horas ou mais nessa atividade.
  • Twitter, blogs, LinkedIn e Facebook são as ferramentas mais usadas, nesta ordem.

Pena ainda não termos estudos como esse sobre o mercado brasileiro. Mas para quem quiser conferir mais detalhes do estudo estrangeiro dá para baixar o PDF completo do white paper aqui.