Etiqueta: ’Obama’

sexta-feira
24 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Seis passos para uma presença efetiva na mídia social

É consenso que a histórica campanha de Barack Obama à presidência dos EUA colocou definitivamente as mídias sociais no radar da comunidade de negócios. O uso estratégico e intensivo dos canais digitais foi decisivo para lançar e coordenar o que se tornaria um fenômeno sem precedentes de mobilização popular.

Os números finais foram falam por si: dois milhões de usuários cadastrados, três milhões de doadores, 200 mil eventos offline e US$ 500 millhões arrecadados. Resultados que fizeram a reputação da Blue State Digital, empresa responsável pelas ações digitais na campanha.

Num momento em que mais e mais corporações se aventuram no ambiente das redes sociais, vale ter em mente desde o princípio o que Jascha Franklin-Hodge, fundador e CTO da Blue State, aponta como passos fundamentais para criar uma presença efetiva na web:

  1. Ações digiridas. Conheça o potencial de cada canal e avalie o que ele tem a oferecer para o seu caso.
  2. Seja autêntico. Nada de disparar press releases. As mensagens devem partir de uma pessoa, um nome dentro da organização, para garantir uma voz consistente.
  3. Cultive a iniciativa. Estimule a pró-atividade entre os usuários, e não tenha receio em pedir ou apresentar idéias.
  4. Seja relevante. Ou seja ignorado.
  5. Crie uma marca forte e aberta. Consistente, profissional, competente.
  6. Mensure tudo. Emails, usuários, mensagens, padrões, engajamento e quantias envolvidas.
terça-feira
18 novembro, 2008
por Leandro Cervantes

Obama fará pronunciamentos semanais no YouTube

Depois de ter vencido as eleições com uma campanha marcada por uma inovadora e eficiente estratégia de comunicação focada principalmente no uso da internet e das mídias sociais, o presidente eleito Barack Obama dá mostras de que pretende levar tal estratégia também para o seu governo.

O futuro dirigente dos EUA levou para o YouTube os tradicionais discursos semanais feitos pelos presidentes americanos  pelo rádio. O primeiro pronunciamento, com quatro minutos de duração foi gravado no escritório de transição do novo governo, em Chicago, e pode ser assistido aqui.

Ao longo da história dos EUA diversos presidentes americanos usaram o rádio para fazer pronunciamentos regulares ao povo, principalmente em épocas de crise, como os Fireside Chats do presidente Franklin D. Roosevelt - série de trinta discursos transmitidos à noite pelo rádio entre os anos de 1933 e 1944 (no período pós depressão de 29 e durante a II Guerra Mundial); e os tradicionais programas semanais de Ronald Reagan, na década de 1980, transmitidos sempre aos sábados, assim como deverão ser os de Obama.

O novo presidente, porém, certamente irá atingir um público muito maior do que seus antecessores ao disponibilizar seus pronunciamentos no site de compartilhamento de vídeos mais popular da internet (onde só no mês de julho deste ano os americanos assistiram 5 bilhões de vídeos), com o grande diferencial de os programas poderem ser assistidos inúmeras vezes, a qualquer hora.

A série de vídeo-discursos do presidente eleito deverá continuar após a transição e contará também com pronunciamentos de membros da equipe do novo governo.

quinta-feira
6 novembro, 2008
por Leandro Cervantes

A mudança não será (só) televisionada, será blogada, compartilhada, twittada…

Barack Obama fez história ao ser eleito presidente dos EUA. Mas a vitória do senador democrata, negro e filho de imigrantes é emblemática não só pelos preconceitos que conseguiu romper, mas também por ter demonstrado a força do bom uso da internet e das mídias sociais como estratégia de comunicação.

Pode-se dizer que, além da vontade de mudança, foi também a vitória do diálogo. Como já comentamos em outro post aqui no blog, Obama e sua equipe souberam usar muito bem as novas tecnologias da web para se comunicar com os mais diferentes nichos do eleitorado americano.

A construção da presença e imagem de Obama na rede e a popularidade que ele conquistou com isso, tiveram um papel fundamental na sua vitória. Desde a arrecadação de fundos para a campanha pela internet, passando pelas redes sociais, vídeos no YouTube e o apoio recebido pelos blogs, até o acompanhamento da apuração dos votos pelo Twitter.

E o fato de Obama ter enviado uma mensagem a seus eleitores pela internet antes mesmo de se dirigir para o local do seu discurso de agradecimento em Chigago, onde todas as lentes e microfones do mundo esperavam por ele, é uma prova de que os novos tempos da comunicação definitivamente já chegaram (se é que alguém ainda tinha dúvida disso).

Para quem tiver curiosidade de comparar as citações a Obama e McCain na internet, vale a pena dar uma olhada neste “dossiê†online montado por um grupo de internautas portugueses, que acompanha em tempo real os conteúdos publicados em diversas veículos online e canais de mídia social.

quinta-feira
23 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

O anunciante do ano e sua lição de marketing

Uma eleição ele já ganhou. O candidato à presidência dos EUA, Barack Obama foi eleito nesta quinta-feira o “Anunciante do Ano” numa votação organizada pela revista Advertising Age, com centenas de anunciantes, executivos de agências e empresas da área de marketing dos EUA.

O democrata conquistou 36,1% dos votos, superando grandes anunciantes mundiais, como a Apple (27,3%) e a Nike (9,4%). O adversário republicano John McCain ficou bem atrás, com 4,5%.

Qual o segredo de Obama? Ele e sua equipe têm explorado muito bem os novos meios e ferramentas de comunicação na internet – em especial as redes sociais e comunidades online – para se comunicar de forma bastante focada, com os mais diferentes nichos do eleitorado americano.

Como a própria Advertising Age diz, o diferencial da campanha de Obama é estar alinhada com as mais recentes evoluções das mídias sociais. Com isso, tem conseguido marcar uma forte presença na web colaborativa usando as redes sociais, para construir “influência†e conquistar  “engajamento†dos eleitores.

Além da my.barackobama.com, o canditato democrata, utiliza as redes sociais Migente, para o público latino, a Asianave, dedicada aos americanos de ascendência asiática e a BlackPlanet, voltadas aos afro-americanos.

E o que as marcas e empresas podem aprender com o “case†Obama? “Eu olho para a campanha dele e vejo algo com que todos nós, como anunciantes, podemos aprender. Ver o que ele tem feito, para ser capaz de criar uma rede social e fazer isso de uma forma que permite às pessoas participarem e se engajarem facilmenteâ€, comentou Angus Macaulay, um dos executivos da área de marketing entrevistados matéria da Advertising Age (em tradução livre).