Etiqueta: ’pesquisa’

sexta-feira
21 agosto, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Mídia social: para as empresas, você é o seu perfil

Ainda esta semana falamos aqui no blog sobre como o uso ou comportamento inapropriado de funcionários nas redes sociais vem sendo alvo de preocupação crescente por parte das empresas. Na ocasião, vimos como o conteúdo compartilhado já começa a ser considerado suficiente para motivar até demissões, e a emergência de políticas corporativas específicas para lidar com as questões éticas envolvidas.

Coincidentemente, no dia seguinte o New York Times abordou o outro lado da moeda, em matéria sobre o número cada vez maior de empresas acessando redes sociais para checar informações sobre candidatos a vagas. Na pesquisa citada pelo jornal, nada menos do que 35% dos 2.600 gerentes e profissionais de RH ouvidos admitem já ter eliminado postulantes com base no conteúdo encontrado. Os fatores negativos mais comuns a motivar a eliminação dos candidados foram, pela ordem, a presença de fotos “provocativas” (53%), insinuações ou comentários sobre o uso de drogas (44%) e reclamações ou críticas a antigos empregadores, clientes e colegas (35%).

Se os números parecem um tanto alarmantes - e não é difícil imaginar que algumas empresas podem estar se valendo de um rigor possivelmente excessivo - não custa lembrar que há um interessante contraponto: o perfil nas redes sociais também é capaz de deixar uma boa impressão nos empregadores.

Os recrutadores apontaram a coerência das informações com o perfil profissional (39%), a criatividade (38%) e a demonstração de boas habilidades de comunicação (35%) como razões que os fizeram optar por um candidato. Donde podemos, sem grande surpresa, concluir o seguinte: a percepção dos empregadores continua determinando a realidade dos candidatos. O que o seu perfil diz sobre você?

terça-feira
18 agosto, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Políticas corporativas para o uso de redes sociais

Se é verdade que muitas empresas ainda não estão plenamente ativas nas redes sociais, o mesmo não pode ser dito de seus funcionários. 17% das organizações de grande porte avaliadas em pesquisa feita em junho pela Proofpoint, especializada em segurança de dados na Internet, reportaram problemas de conduta no uso das redes sociais por parte de seus funcionários. E 8% relataram casos de abuso que culminaram com a demissão dos envolvidos, o dobro dos 4% registrados pela mesma avaliação em 2008.

Para além de possíveis danos à imagem, preocupações com o vazamento e o uso inapropriado de informações confidenciais também vêm fazendo com que muitas empresas monitorem com mais atenção a atividade de seus funcionários nas redes, tanto dentro como fora do ambiente de trabalho.

Compreensivelmente, trata-se de uma prática que levanta questões éticas ligadas à privacidade individual. Como não é razoável supor que todo e qualquer funcionário agirá com bom senso em 100% das situações, é também crescente o número de empresas adotando políticas internas específicas, orientando o uso das redes sociais.

Nos casos em que uma política é implementada, é fundamental que ela esteja em harmonia com os valores e a cultura da empresa. O que serve bem a uma organização de perfil conservador não necessariamente atende às necessidades de outra mais aberta, que disponha de um alto grau de engajamento nas redes. Ainda assim, alguns princípios básicos devem constar de qualquer política, como ilustram os exemplos abaixos, citados nas diretrizes para mídia social em vigor na Intel:

Seja transparente. Sua honestidade - ou a falta dela - será notada rapidamente no ambiente das redes sociais.

Percepção = Realidade. Identificar-se como um funcionário é o suficiente para criar percepções e expectativas com relação à empresa e sua imagem.

Cometeu um erro? Se você cometeu um erro, admita e corrija o quanto antes, publicamente.

Como se pode notar, mesmo em uma empresa que lida com tecnologia de ponta em seu dia-a-dia é importante formalizar regras simples, que promovam o comportamento responsável nas mídias sociais. E não custa lembrar: sejam quais forem as regras, em hipótese alguma se pode abrir mão de um trabalho cuidadoso de conscientização, até pelas diferenças de familiaridade com o assunto entre diferentes pessoas dentro da companhia.

terça-feira
14 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Investimentos corporativos em mídias sociais: números e tendências

Sempre que se fala sobre Internet, novas tecnologias e seu impacto sobre o comportamento dos agentes econômicos, convém ter cautela nos prognósticos. Afinal, estamos falando de um campo em que mudanças significativas acontecem em períodos cada vez mais curtos de tempo. Para ficar em apenas um exemplo, quem poderia imaginar, dois ou três anos atrás, que quase todos os grandes veículos de mídia estariam fazendo uso intensivo de uma ferramenta como o Twitter?

Feitas essas ressalvas, vale a pena atentar para o último estudo da Forrester Research sobre as tendências em marketing interativo para os próximos cinco anos. Os números impressionam: a estimativa é de que US$ 55 bilhões de dólares serão investidos entre as diversas modalidades de marketing interativo. Considerando apenas as mídias sociais, o valor de US$ 716 milhões referente a 2009 evoluirá a uma taxa média anual de 34%, atingindo a marca dos US$ 3.1 bilhões em 2014.

Comentando o estudo no blog da Forrester, a analista-chefe Shar VanBoskirk faz a seguinte avaliação:

“Para mim, o dado mais interessante do estudo é o que diz que a verba de publicidade diminuirá. Isso mesmo. Com dólares antes alocados nas mídias tradicionais sendo direcionados para ferramentas mais baratas e eficientes, os profissionais de marketing disporão de menos dinheiro para atingir suas metas”.

Novamente: trata-se de um campo em que projeções de médio e longo prazo devem ser tomadas com cautela. A emergência de novas tecnologias e plataforamas têm o poder de criar novas formas de interação e transformar significativamente o comportamento dos usuários. Ainda assim, é seguro afirmar que, independentemente dos números, muitas organizações já caminham na direção de uma presença digital mais ativa, compreendendo a importância de dialogar com seus públicos de maneira honesta e relevante para construir e manter uma percepção positiva de suas marcas.

segunda-feira
13 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Os brasileiros e o uso intensivo das redes sociais

A enorme popularidade das redes sociais entre os brasileiros já é uma realidade amplamente aceita. A informação - verdadeira, por sinal - de que o país abriga metade do total de usuários do Orkut também costuma ser lembrada quando se discute a penetração das mídias sociais no país. Ainda assim, contextualizar o que se passa no Brasil em relação a outras partes do mundo é importante para compreender melhor as tendências dos hábitos digitais locais.

Em todo o planeta Terra, 1.1 bilhão de pessoas maiores de 15 anos acessaram a Internet no último mês de maio. Dentre elas, nada menos do que dois terços acessaram ao menos um site de rede social no período. É o que informa pesquisa recém-divulgada pela comScore, empresa americana especializada na mensuração do universo digital.

No ranking de países mais engajados, que alinha o número médio de horas de conexão e o de páginas visitadas, Rússia e Brasil ocupam respectivamente primeiro e segundo lugar. Nas 6.6 horas mensais em que navegaram pelas redes sociais, os russos visitaram em média 1307 páginas. Entre os brasileiros, os números são ligeiramente inferiores: 6.3 horas para 1220 páginas visitadas. Mas chama a atenção que ambos estejam muito acima da média mundial de 3.7 horas e 525 pageviews, o que dá uma mostra do nível de penetração das mídias sociais nos dois países.

Veja abaixo os números consolidados dos dez primeiros colocados:

Interessante notar que nos EUA, um mercado considerado já maduro em termos de acesso à Internet, e onde o conceito de comunicadades virtuais vem ganhando atenção crescente da comunidade de negócios, os números são significativamente menores: 4.2 horas em média para visitar 477 páginas, suficientes para o nono lugar no ranking.

A pesquisa também cita a importância das redes em países geograficamente dispersos, por permitirem que pessoas separadas por grandes distâncias mantenham contato constante. E atesta que “o comportamento altamente engajado nas redes sociais oferece uma significativa oportunidade para profissionais de Marketing e Publicidade que buscam atingir esse público“.

quarta-feira
1 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

80% estão na web para socializar

Socializar, compartilhar, ser parte de uma comunidade. Estes são alguns dos motivos citados por mais de 80% das pessoas para estar online, segundo pesquisa recém-publicada pela agência de RP Ruder Finn.

Os dados fazem parte do RF Intent Index, um estudo que busca mapear os principais interesses e razões de quem acessa a web nos EUA. Para Kathy Bloomgarden, co-CEO da empresa, “conhecer a fundo as motivações do comportamento online é crítico para desenvolver estratégias pró-ativas. Apenas estar online não é o suficiente para alavancar os negócios nos canais digitais. Cada público-alvo deve ser abordado de acordo com a sua intenção ao navegar”.

Confira abaixo as principais conclusões da pesquisa:

  • O número de pessoas interessadas em socializar (81%) é duas vezes maior do que o de pessoas que estão online para fazer negócios (39%) ou compras (31%). Fato curioso: a tendência independe de idade, mantendo-se estável em todas as faixas etárias;
  • Pessoas com idade acima de 60 anos estão online pelas mesmas razões dos mais jovens: para se divertir (82%) e para socializar (80%);
  • 72% das pessoas estão online apenas para participar de comunidades;
  • Mais pessoas participam de comunidades via perfis em sites de mídia social (41%) do que postando comentários e opiniões (34%);
  • Entre as pessoas que buscam aprendizado e informação (88%), os assuntos que atraem maior interesse são: novos tópicos e atualidades (68%); o mundo (65%); saúde (61%); alimentação (55%) e finanças pessoais (37%);
  • Há três vezes mais pessoas usando a web para comparar preços (66%) do que freqüentando sites de encontros e namoro (21%);
  • Um terço das pesssoas (34%) faz compras online regularmente. Os itens mais procurados são utilidades domésticas (49%), eletrônicos (45%), música (35%), filmes (29%) e artigos de papelaria (29%);
  • Entre os que estão online para fazer negócios há mais homens (42%) do que mulheres (36%);
  • 44% das pessoas acessam a web para criar e atualizar blogs. 42% preferem ler blogs de outras pessoas.
sexta-feira
3 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiro dedica três vezes mais tempo à internet do que à TV

O Brasil está mesmo entre os campeões em tempo de navegação na web. Agora, além do Ibope Nielsen – que aponta o país como um dos que passam mais horas conectados – uma outra fonte vem confirmar esse fato. De acordo com uma pesquisa recente da consultoria Deloitte, os brasileiros gastam, em média, três vezes mais tempo por semana navegando na internet do que assistindo à televisão.

Chamada de “O Futuro da Mídia”, a pesquisa, que foi feita em cinco países (Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão e Reino Unido) e ouviu nove mil pessoas, traz números interessantes:

  • Enquanto a TV consome, semanalmente, 9,8 horas, a internet fica com nada menos que 32,5 horas semanais;
  • 81% dos cerca de mil respondentes da pesquisa no País apontaram o computador como o meio de entretenimento mais importante;
  • 50% afirmaram que acompanham as últimas tecnologias e os lançamentos de novos aparelhos e que tentam comprá-los rapidamente;
  • 82 horas por semana é o tempo gasto atualmente pelos consumidores utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como o celular;

Com base nesses números, a pesquisa da Deloitte afirma que o “Brasil é um mercado jovem e que apresenta amplo crescimento em termos de consumo de mídia”.

E que os internautas brasileiros tanto fazem na Internet?
Aqui está outro ponto interessante levantado pelo estudo: cerca de 83% das 1.022 pessoas ouvidas pela pesquisa no Brasil disseram criar seu próprio conteúdo de entretenimento, por exemplo, editando fotos, vídeos ou músicas.

Ou seja, pode-se dizer que de todo o tempo gasto na web, boa parte dele é dedicada à produção e compartilhamento de conteúdo na mídias sociais, já que essas fotos, vídeos e músicas feitos pelos próprios usuários muito provavelmente vão acabar publicadas em blogs e sites como o YouTube ou Flickr.

Atualizado em 16/04/2009:

A pesquisa na íntegra está disponível para download no site Tela Viva, dividida em quatro arquivos PDF: O Estado da Democracia na MídiaPublicidadeProdutos de MídiaAtividade Social/Viral.

quarta-feira
18 março, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiros estão entre os mais ativos socialmente na web

Como já falamos em outros posts aqui no blog, o Brasil é um dos campeões no uso de redes sociais no mundo. E agora, uma nova pesquisa divulgada pela Symantec, multinacional da área de segurança da informação, nesta terça-feira traz mais uma confirmação do gosto do internauta brasileiro pelos sites de relacionamento e sociabilização online.

O estudo, chamado Norton Online Living Report, indica que os brasileiros têm em média mais amigos online e passam mais tempo em sites e aplicativos sociais e de relacionamento que internautas de outros países.

Cada usuário adulto de internet no Brasil tem em média 66 amigos, enquanto a média global é de 41 amigos, segundo a pesquisa. Além disso, as crianças e jovens brasileiros com idade entre 8 e 17 anos são os internautas que passam mais tempo na web (70 horas mensais, em média). E o mais interessante: de todo esse tempo, 13 horas são dedicadas a relacionamentos e sociabilização online, recorde entre os usuários de internet do mundo na mesma faixa etária.

Os internautas adolescentes brasileiros são também os que mais toleram a participação dos pais em sua vida online: 70% dizem ter contatos familiares em programas de mensagem instantânea e redes sociais, o que é considerado um índice elevado.

Veja mais alguns dados interessantes:

  • 82% dos internautas adultos brasileiros afirmam que a web melhorou seus relacionamentos;
  • 78% usam a internet para retomar o contato com amigos antigos;
  • 77% afirmam que a web facilita o contato com a família;
  • 74% dos adultos no Brasil enviam mensagens instantâneas a familiares pelo menos uma vez por semana, enquanto que a média mundial é de 43%.
  • Os internautas brasileiros são os que passam mais tempo compartilhando fotos online - cerca de quatro horas por semana.
  • No Brasil, 37% dos internautas adultos comentam ou criticam as idéias de outras pessoas na web, contra 20% na média global.

O estudo envolveu 9 mil adultos (acima de 18 anos) e 2,6 mil crianças e jovens (de 8 a 17 anos). Além do Brasil, a pesquisa ouviu usuários da França, Austrália, China, Canadá, Alemanha, Japão, Índia, Itália, Suécia, Estados Unidos e Reino Unido.

A pesquisa completa (em PDF) está disponível para download no site da Symantec.

quinta-feira
12 março, 2009
por Leandro Cervantes

O poder de influência do Twitter

Em janeiro, na semana da Campus Party, escrevi no blog da CDN Interativa sobre o painel da professora e pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas, Raquel Recuero acerca do uso e apropriações do Twitter no Brasil.

Na ocasião, ela apresentou alguns números preliminares do estudo que estava realizando, junto com a também pesquisadora Gabriela Zago, com usuários da ferramenta e que já apontavam o forte uso informacional do Twitter no país.

Pois bem, agora Raquel publicou em seu blog mais detalhes e constatações sobre esse estudo, que confirmam a ferramenta como uma propagadora de informações e, o mais importante: o seu potencial como influenciadora de outras redes.

O levantamento dos dados foi feito pela internet, com cerca de 900 usuários do Twitter que responderam voluntariamente a um questionário de 35 perguntas. Veja alguns dos principais dados:

  • 94% dos participantes da pesquisa costumam clicar em links divulgados no Twitter;
  • 88% passa adiante informações recebidas no Twitter para outras redes sociais;
  • 79% dos respondentes diz que já ficou sabendo de notícias primeiro pelo Twitter;
  • 68% dos participantes “twitta” várias vezes por dia e 87% acompanha as informações recebidas na mesma medida.

Sobre esses números, vale destacar dois comentários da pesquisadora em seu blog:

“Esse uso informacional tem sido destacado pela apropriação do Twitter como uma ferramenta de feeds especializada. Isso quer dizer que um dos usos mais destacados é aquele onde os atores escolhem seguir não apenas os amigos, mas aqueles outros twitters que podem trazer informações relevantes a respeito de assuntos de seu interesse.”

“Esses elementos apontam para o Twitter como uma ferramenta que é valorizada pela qualidade e instantaneidade de suas informações. Apontam para o Twitter como uma ferramenta de nicho, onde as informações são obtidas para que sejam replicadas em outras redes”

Diante desses dados, ainda que referentes a um universo relativamente pequeno de usuários, fica evidente o potencial do Twitter como propagador de informações, que no caso das empresas e marcas pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Daí a importância de se monitorar o conteúdo postado na ferramenta e também pensar muito bem o tipo de informação que se pretende divulgar por esse canal.

Para quem tiver interesse, vale ler as constatações de Raquel sobre o estudo, que ela dividiu em três posts no seu blog: Pesquisa sobre o Twitter Parte I, Parte II e Parte III.

quarta-feira
11 março, 2009
por Leandro Cervantes

Redes sociais e blogs: mais populares que email

E por falar em redes sociais, um estudo da Nielsen divulgado esta semana afirma que os “sites de comunidades” (que no caso do levantamento, incluem as redes sociais e blogs) já são mais populares que o email.

Segundo a pesquisa, os sites desse tipo são acessados por 67% dos usuários de internet no mundo, enquanto o serviço de email é usado por 65% dos internautas. Porém, os serviços de buscas online ainda continuam a ser os mais utilizados (86%).

O estudo destaca ainda que o tempo de navegação em redes sociais e blogs tem crescido a uma taxa três vezes maior que a média geral da internet. Enquanto o tempo gasto na web em geral aumentou 18% entre dezembro de 2007 e dezembro de 2008, o tempo dedicado aos sites sociais cresceu 63%, chegando a 45 bilhões de minutos!

E entre redes sociais, quais foram as que mais cresceram na preferência dos usuários nesse período de expansão?
Claro, o Facebook aparece em primeiro lugar. Um dos principais destaques na área de mídias sociais em 2008, o site teve um crescimento de nada menos que 566% no tempo gasto pelos internautas na rede, que chegou a 20,5 bilhões de minutos, tornando-se líder em audiência, com 108,3 milhões de usuários mensais em dezembro de 2008.

Em segundo lugar aparece o My Space, com 81 milhões de usuários, seguido pelo Classmates Online, com 19,7 milhões. O Orkut ficou em quarto lugar, com 17,5 milhões de usuários ativos.

Brasil
Como era de se esperar, o Brasil aparece como um dos países que mais acessam redes sociais no mundo. Segundo o estudo, 80% dos internautas brasileiros navegam neste tipo site, média bem superior à de países como Estados Unidos (67%) e Suíça (51%).

Além disso, os brasileiros são também os que passam mais tempo nas redes sociais - cerca de um quarto do tempo que permanecem online é dedicado aos sites de relacionamento, o que é três vezes mais que os britânicos, donos da segunda maior média entre os países participantes da pesquisa da Nielsen.

Por aqui, como também já era de se esperar, o Orkut é a rede social mais popular, com 70% de audiência entre os usuários domésticos - número maior que qualquer outra rede em outros países. Em segundo lugar vem o Sonico, seguido pelo MySpace. Segundo o estudo, o Facebook atinge somente 2% da população online do Brasil.

A apresentação completa da pesquisa está disponível em PDF e traz mais informações interessantes sobre o mercado das mídias sociais. Vale a pena conferir.

terça-feira
10 março, 2009
por Leandro Cervantes

Redes sociais devem ultrapassar os 800 milhões de usuários até 2012

Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo Institute for Business Value (IBV) da IBM, divulgado na semana passada. De acordo com o estudo, em junho do ano passado os usuários de redes sociais já representavam cerca de dois terços dos usuários de internet no mundo e até 2012 o número de internautas em sites de relacionamento deve passar dos 800 milhões, com um tráfego na internet beirando os 20 mil petabytes por mês.

O estudo alerta para a necessidade de fornecedores de soluções de telecomunicações criarem novos serviços que atendam às necessidades dos usuários das redes sociais. O IBV estima que, no período de três a quatro anos, 90% do consumo de banda larga do tráfego da internet seja direcionado para as redes sociais.

E quais aplicações devem apresentar maior crescimento neste período? A TV pela internet, com aumento de 104%; seguida pelas comunicações por vídeo, 44%; games, 30%; e VoIP (voz sobre IP, ou telefonia via Internet banda larga), 24%, segundo a pesquisa.

O estudo destaca ainda que as redes sociais já estão sendo usadas para a interação entre empresas, clientes e parceiros de negócios. Alguns dados interessantes:

  • 69% dos profissionais utilizam aplicativos para aumentar a colaboração;
  • 55% agilizam o tempo de resposta com eles;
  • 36% pretendem diminuir os custos de TI com o uso de ferramentas colaborativas.

Para quem se interessar, tem mais informações no release de divulgação do estudo.

 « anteriores 1 2 3 4 próximas »