Etiqueta: ’Propaganda’

terça-feira
14 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Investimentos corporativos em mídias sociais: números e tendências

Sempre que se fala sobre Internet, novas tecnologias e seu impacto sobre o comportamento dos agentes econômicos, convém ter cautela nos prognósticos. Afinal, estamos falando de um campo em que mudanças significativas acontecem em períodos cada vez mais curtos de tempo. Para ficar em apenas um exemplo, quem poderia imaginar, dois ou três anos atrás, que quase todos os grandes veículos de mídia estariam fazendo uso intensivo de uma ferramenta como o Twitter?

Feitas essas ressalvas, vale a pena atentar para o último estudo da Forrester Research sobre as tendências em marketing interativo para os próximos cinco anos. Os números impressionam: a estimativa é de que US$ 55 bilhões de dólares serão investidos entre as diversas modalidades de marketing interativo. Considerando apenas as mídias sociais, o valor de US$ 716 milhões referente a 2009 evoluirá a uma taxa média anual de 34%, atingindo a marca dos US$ 3.1 bilhões em 2014.

Comentando o estudo no blog da Forrester, a analista-chefe Shar VanBoskirk faz a seguinte avaliação:

“Para mim, o dado mais interessante do estudo é o que diz que a verba de publicidade diminuirá. Isso mesmo. Com dólares antes alocados nas mídias tradicionais sendo direcionados para ferramentas mais baratas e eficientes, os profissionais de marketing disporão de menos dinheiro para atingir suas metas”.

Novamente: trata-se de um campo em que projeções de médio e longo prazo devem ser tomadas com cautela. A emergência de novas tecnologias e plataforamas têm o poder de criar novas formas de interação e transformar significativamente o comportamento dos usuários. Ainda assim, é seguro afirmar que, independentemente dos números, muitas organizações já caminham na direção de uma presença digital mais ativa, compreendendo a importância de dialogar com seus públicos de maneira honesta e relevante para construir e manter uma percepção positiva de suas marcas.

quinta-feira
2 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Marketing nas mídias sociais: investimentos em crescimento

Pelo jeito a crise financeira global não deve intimidar os investimentos em publicidade e marketing nas mídias sociais este ano. Ao menos é o que apontam alguns artigos e estudos de mercado publicados este mês. Apesar de serem relativos ao mercado americano, os números são animadores. Ainda mais no atual cenário econômico.

A consultoria eMarketer, por exemplo, estima que só os anúncios em redes sociais devem crescer cerca 17% em 2009, chegando a 2,35 bilhões de dólares (em 2008 o montante foi de 2 bilhões). Só para comparar (o que na verdade não tem nem comparação), isso é muito mais que toda a verba de anúncios na internet brasileira, que somou 760 milhões de reais em 2008 (segundo o IAB).

Um outro estudo, da Forrester Research, ouviu 114 profissionais de marketing em empresas (americanas) com mais de 250 funcionários sobre seus orçamentos para 2009 e chegou aos seguintes números: 53% dos entrevistados afirmaram que vão aumentar os investimentos em mídias sociais, 42% disseram que vão manter e apenas 5% falaram em redução de gastos com esse tipo de mídia.

Essa tendência é comprovada por um outro levantamento similar, do Aberdeen Group, feito com profissionais de marketing de empresas consideradas “top” em seus segmentos, em diversas partes do mundo.

De acordo com os respondentes, 63% das empresas planejam incrementar os investimentos para mídias sociais em 2009. E desse total, 21% planeja expandir os orçamentos na área em mais de 25%.

terça-feira
16 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

TvMoob: empresa brasileira aposta na monetização de vídeos

E por falar em vídeos online, foi lançada agora em dezembro a TvMoob, uma startup brasileira que pretende se destacar nesse mercado oferecendo novas possibilidades de se ganhar dinheiro com vídeos na internet - justamente, o ponto-fraco do gigante YouTube, que apesar dos seus 100 milhões de visitantes únicos por mês, ainda não consegue gerar lucros proporcionais à sua popularidade.

O modelo de monetização inclui basicamente links patrocinados, que são exibidos em flash na parte de baixo dos vídeos e podem ser desligados a qualquer momento pelos usuários, mas também outras possibilidades, como o redirecionamento para outros vídeos, a partir da anúncio sobreposto ao vídeo que se está assistindo. O princípio está em cruzar os assuntos dos vídeos com o conteúdo publicitário, por meio de tags escolhidas por usuários/produtores e anunciantes. E os produtores dos vídeos são remunerados com uma porcentagem do valor pago pelo anunciante.

A iniciativa é inédita no país, e mesmo nos EUA a questão da monetização de vídeos online ainda não está consolidada, com o YouTube por enquanto usuando links patrocinados apenas nas buscas feitas no site e exibindo-os fora do player do vídeo.

sexta-feira
12 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

As redes sociais, a propaganda e as marcas

Usando números (dos EUA) levantados pela empresa de pesquisas IDC, a consultoria eMarketer publicou na semana passada um artigo sobre a publicidade nas redes sociais que aponta que os usuários de sites de relacionamento querem sim se comunicar (e muito) uns com os outros, mas não necessariamente com marcas.

A opinião da eMarketer, no entanto, deve preocupar mais as próprias redes sociais do que as empresas interessadas em participar desse universo. Os dados da IDC, apesar de serem relativos aos usuários dos EUA, servem para dar uma idéia do comportamento dos participantes dos sites de relacionamento em geral:

  • Mais de 75% dos usuários de redes sociais norte-americanos se conectam nesses sites pelo menos uma vez por semana e 57% faz isso diariamente;
  • 61% desses usuários passam mais de 30 minutos por sessão “logados” nas redes e 38% permanecem nelas por uma hora ou mais.

Até aqui tudo muito bem, mas a eMarketer destaca outros dois dados não tão, digamos, estimulantes (na opinião dela) para quem pretende anunciar nos sites de relacionamento:

  • Enquanto que 79% de todos os usuários de internet dizem ter clicado em anúncios no ano passado, esse percentual cai para 57% entre os usuários de redes sociais;
  • Apenas 3% dos participantes desses sites acham conveniente que as redes usem seus dados (como informações de contato, por exemplo) para publicidade.

A eMarketer usa esses números, junto com o cenário da crise financeira mundial (sempre ela) para justificar uma redução nas suas projeções de investimento em publicidade nas redes sociais no ano que vem.

Porém, mais do que um suposto desinteresse dos usuários dos sites de relacionamentos em se comunicar com as marcas nas redes sociais, os dados mostram que a publicidade – e não só ela, mas toda a comunicação das empresas e instituições (relações públicas, assessoria de imprensa e serviços de atendimento ao consumidor, por exemplo) – deve ser repensada e muito bem planejada para esse universo. Novas mídias, com produção e consumo de conteúdo de modo simultâneo, exigem novas estratégias.

Talvez o modo como a publicidade tem sido feita nas mídias sociais é que não esteja ajudando. Mas ainda que a propaganda pura e simples de fato não atraia tanto os usuários dos sites de relacionamento, há ainda nesse universo um leque enorme de possibilidades de interação e relacionamento das empresas com seus públicos.

Uma delas é prestar atenção ao que os seus consumidores estão dizendo sobre seus produtos e como isso antecipar ações de resposta e de melhorias, tanto técnicas quanto comerciais. E isso já é possível hoje com os serviços de monitoramento das mídias sociais, como o que é feito pela CDN Interativa com o SismoWeb.

segunda-feira
13 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

Usuários agora podem criar e gerenciar seus próprios anúncios no MySpace

A rede social MySpace lançou nesta segunda-feira a versão beta de um novo serviço que permite que os usuários criem seus próprios anúncios para serem divulgados no site de relacionamento, e o que é melhor: escolhendo o perfil do público-alvo e controlando gastos e resultados. Com a tecnologia HyperTargeting, a plataforma MySpaceMyAds torna possível o direcionamento da propaganda de acordo com características e interesses descritos nos perfis dos participantes da rede.
Apesar de a homepage do serviço destacar a aplicação para o usuário comum (incentivando a divulgação de páginas pessoais ou músicas), o novo serviço é uma mão na roda para as marcas e agências e profissionais de propaganda, que podem agora criar peças personalizadas, mirando de forma certeira públicos específicos. Há inclusive uma área dedicada à promoção de negócios.

Com instruções passo-a-passo, o serviço oferece templates para a criação dos anúncios; mecanismos para seleção do público-alvo; dimensionamento dos custos da campanha (seguindo a linha do Google AdWords) e acompanhamento de performance em tempo real, que informa quantas pessoas clicaram no anúncio, por exemplo.
Interessante para as empresas, que podem divulgar suas marcas e produtos de uma forma personalizada e muito mais eficaz, e (muito) interessante também para o MySpace que tem aí um meio promissor de rentabilização da rede social.