Etiqueta: ’Redes Sociais’

quarta-feira
14 outubro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Redes sociais, meios e fins

Para ler, refletir e compartilhar:

“Qualquer empresa que tenha um produto usado por milhares de pessoas já tem uma comunidade. As questões-chave são: nós vamos participar da conversação em um esforço para guiá-la ou influenciá-la ou vamos fingir que nada está acontecendo? Faz sentido abrir as fronteiras da companhia para que mais pessoas possam ter acesso ao conhecimento de fora e vice-versa? É claro que faz.”

“Não esteja amarrado à ultima tecnologia ou palavra da moda. Mídias sociais são meios para um fim, ao permitir que os stakeholders criem valor juntos. A empresa deve se engajar com uma sólida compreensão do que está tentando realizar, e alavancar suas comunidades para acelerar o impacto esperado.”

“Você cometerá erros. Mas se você está sinceramente preocupado em contribuir com a comunidade, sua autenticidade prevalecerá e você será perdoado.”

Lúcidas palavras de Zia Yusuf, vice-presidente executivo da SAP Global Ecosystem, em entrevista à Forbes. Especialmente oportunas num momento como o atual, em que o deslumbramento com ferramentas e tecnologias domina a discussão sobre o papel e o real valor das redes sociais para o negócios.

Em meio a tanto ruído e desinformação, é fácil perder de vista que comunicação de qualidade se constrói com atenção, honestidade, valor e clareza de mensagens, métodos e objetivos. Sejam quais forem seus públicos, canais ou estratégias, acredite: essas coisas não só não saíram de moda como nunca foram tão apreciadas.

Em tempos de informação abundante, livre e ubíqua, reputação é quase tudo.

quarta-feira
2 setembro, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Um carro, 100 blogueiros e uma grande oportunidade

106 anos de vida. Uma das 20 maiores corporações do mundo. Fabricante de bens industriais com fábricas em cinco continentes. Presença ativa nas mídias sociais, com ênfase em ações criativas e inovadoras. À primeira vista, esta última credencial pode parecer um tanto fora de lugar em meio às demais. Não se estivermos falando da Ford.

Há aproximadamente um ano a matriz americana criou o cargo de diretor de mídia social, ocupado por Scott Monty. Hoje, a Ford é uma das empresas de grande porte a fazer uso intensivo de ferramentas como o Twitter para, entre outras coisas, atender a dúvidas e reclamações de clientes, divulgar iniciativas verdes e criar brand awareness. Tendo em vista a relutância das corporações em abraçar definitivamente as possibilidades das redes sociais, já não seria pouco.

Mas a Ford quer mais: em antecipação ao lançamento do novo Fiesta nos EUA, previsto para o início de 2010, a montadora preparou uma ação inédita pelo alcance e, convenhamos, ousadia. 100 blogueiros foram escolhidos dentre 4000 candidatos para testar o carro por seis meses. Cada um se comprometeu a postar um vídeo mensal sobre a experiência, e a divulgar comentários esporádicos via perfis em redes sociais. O conteúdo produzido será convenientemente agregado no site Fiesta Movement.

Em entrevista ao jornal USA Today, Monty descreve a ação como “extremamente importante para a história da companhia. Reflete uma mudança de cultura e uma adaptação a essa nova maneira de comunicar.” E esclarece: “os blogueiros têm liberdade total para dizer o que quiserem.”

Para além da visibilidade gerada pela mera existência de uma campanha desse tipo - inclusive com repercussão na chamada “mídia tradicional”-, a Ford dá sinais de ter entendido e assimilado um algo fundamental para a construção de uma percepção positiva, e que absolutamente não está restrito ao ambiente das redes sociais: a importância de cultivar a honestidade.

Estamos vivendo o fim da era em que a comunicação corporativa se dava por vias de mão única. Não se trata apenas de uma mudança positiva: ela é também inevitável. Se uma organização realmente confia em seu produto ou serviço, pode e deve agir de acordo, buscando formas transparentes de interação com seus clientes e demais stakeholders.

O que inclui aceitar que reações, elogios e críticas sempre existirão, e devem ser tratados como oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento. Por óbvios e relevantes que pareçam esses conceitos, não é difícil observar exemplos diários de empresas que insistem em ignorar o que dizem e pensam as mesmíssimas pessoas das quais depende sua sobrevivência.

terça-feira
18 agosto, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Políticas corporativas para o uso de redes sociais

Se é verdade que muitas empresas ainda não estão plenamente ativas nas redes sociais, o mesmo não pode ser dito de seus funcionários. 17% das organizações de grande porte avaliadas em pesquisa feita em junho pela Proofpoint, especializada em segurança de dados na Internet, reportaram problemas de conduta no uso das redes sociais por parte de seus funcionários. E 8% relataram casos de abuso que culminaram com a demissão dos envolvidos, o dobro dos 4% registrados pela mesma avaliação em 2008.

Para além de possíveis danos à imagem, preocupações com o vazamento e o uso inapropriado de informações confidenciais também vêm fazendo com que muitas empresas monitorem com mais atenção a atividade de seus funcionários nas redes, tanto dentro como fora do ambiente de trabalho.

Compreensivelmente, trata-se de uma prática que levanta questões éticas ligadas à privacidade individual. Como não é razoável supor que todo e qualquer funcionário agirá com bom senso em 100% das situações, é também crescente o número de empresas adotando políticas internas específicas, orientando o uso das redes sociais.

Nos casos em que uma política é implementada, é fundamental que ela esteja em harmonia com os valores e a cultura da empresa. O que serve bem a uma organização de perfil conservador não necessariamente atende às necessidades de outra mais aberta, que disponha de um alto grau de engajamento nas redes. Ainda assim, alguns princípios básicos devem constar de qualquer política, como ilustram os exemplos abaixos, citados nas diretrizes para mídia social em vigor na Intel:

Seja transparente. Sua honestidade - ou a falta dela - será notada rapidamente no ambiente das redes sociais.

Percepção = Realidade. Identificar-se como um funcionário é o suficiente para criar percepções e expectativas com relação à empresa e sua imagem.

Cometeu um erro? Se você cometeu um erro, admita e corrija o quanto antes, publicamente.

Como se pode notar, mesmo em uma empresa que lida com tecnologia de ponta em seu dia-a-dia é importante formalizar regras simples, que promovam o comportamento responsável nas mídias sociais. E não custa lembrar: sejam quais forem as regras, em hipótese alguma se pode abrir mão de um trabalho cuidadoso de conscientização, até pelas diferenças de familiaridade com o assunto entre diferentes pessoas dentro da companhia.

sexta-feira
17 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

O caso Dave Carroll-United Airlines

No dinâmico ambiente das redes sociais, há tempos se sabe que personagens anônimos e temas dos mais inusitados podem ser catapultados à condição de fenômeno global em questão de dias, às vezes horas. Em regra, esses fenômenos despertam um pequeno interesse inicial, disseminam-se até atingir um pico de popularidade e então começam a ser ofuscados por novos fenômenos, sendo esquecidos pouco depois sem maiores conseqüências.

Mas nem sempre é o que acontece. De tempos em tempos, uma mensagem que geralmente combina elementos de autenticidade, relevância e criatividade atrai grande atenção dos usuários das redes, transborda para a mídia tradicional e nivela o campo entre indivíduos e corporações, muitas vezes com resultados inesperados para estas últimas. É o que ilustra de forma exemplar o caso recente envolvendo o guitarrista canadense Dave Carroll e a United Airlines.

A história, na versão do músico, é a seguinte: em 2008, Carroll viajava pela United com sua banda para um concerto nos EUA. Durante uma escala em Chicago, testemunhou ao lado de outros passageiros sua guitarra sendo jogada de um lado para o outro pelos carregadores de bagagem da empresa. Chegando a seu destino, constatou que o instrumento - no valor de US$ 3.500 - havia sofrido graves danos. Contatada, a United não negou o incidente, mas ao fim de nove meses de evasivas, recusou-se a assumir a responsabilidade pelo prejuízo. Como resposta, Carroll produziu um vídeo satírico batizado de United Breaks Guitars (United Quebra Guitarras), em que reconstitui o episódio.

Postado no YouTube no último dia 6 de julho, o vídeo já acumula mais de 3 milhões de visualizações e 15 mil comentários. Para efeito de comparação, o vídeo mais visto no canal da United, no mesmo YouTube, conta apenas 86 mil visualizações e 45 comentários. O assunto foi objeto de centenas de comentários negativos no Twitter e na página não-oficial da empresa no Facebook, e foi notícia em Jornais de grande circulação nos EUA. Em menos de dois dias de sua postagem, trechos do vídeo chegaram a ser exibidos em cadeia mundial pela CNN.

Amostra de resultados de busca no Twitter, 17/07/2009 às 13:17

São números muito expressivos, mas é preciso colocá-los em perspectiva. Certamente não é razoável supor que um único vídeo musical/humorístico, seja qual for a sua popularidade, possa arruinar a reputação de uma organização do porte da United. Por outro lado, fica para o público em geral a impressão de que a empresa poderia ter lançado mão dos vários canais à sua disposição para posicionar-se com mais agilidade, apresentando os esclarecimentos que julgasse apropriados. Na chamada “sala de imprensa” do portal corporativo, por exemplo, o assunto não recebeu qualquer menção. Apenas no dia 10, quando literalmente milhares de reações negativas já haviam sido registradas, a United contatou Carroll oferecendo uma indenização pelo prejuízo. A pedido do músico - também feito via YouTube, claro -, o dinheiro foi doado a uma ONG, e só então o acordo foi devidamente divulgado no perfil da empresa no Twitter.

É interessante constatar que o caso, apesar de toda a sensação que tem causado, já dá sinais de estar próximo de uma curva descendente. Mas deixa - e isto é uma boa notícia - elementos de sobra para que a United e outras empresas se preparem melhor para situações semelhantes envolvendo suas marcas. Comentando o caso para a Adweek, o consultor Joshua Hammond lista alguns deles, com os quais concluo este post (grifos meus):

“Neste momento, o vídeo aparece em terceiro lugar na busca do Google para “United Airlines”, e deve continuar a incomodar a empresa por um bom tempo. A United precisará produzir uma tremenda quantidade de conteúdo positivo para tirá-lo de lá.”

“Já que há um enorme volume de conversação envolvendo a marca, a companhia deve aproveitar a oportunidade de ouví-la cuidadosamente, identificando detratores e defensores. Onde postam? O que falam sobre a United? Como discutem empresas aéreas em geral? O que esperam delas? Há oportunidades de engajamento?”

“A lição para os gerentes de marca é que, se a sua marca já enfrenta um sentimento negativo por parte dos clientes, ela é particulamente vulnerável a ataques. Portanto você precisa adotar medidas muito rápidas para protegê-la.”

terça-feira
14 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Investimentos corporativos em mídias sociais: números e tendências

Sempre que se fala sobre Internet, novas tecnologias e seu impacto sobre o comportamento dos agentes econômicos, convém ter cautela nos prognósticos. Afinal, estamos falando de um campo em que mudanças significativas acontecem em períodos cada vez mais curtos de tempo. Para ficar em apenas um exemplo, quem poderia imaginar, dois ou três anos atrás, que quase todos os grandes veículos de mídia estariam fazendo uso intensivo de uma ferramenta como o Twitter?

Feitas essas ressalvas, vale a pena atentar para o último estudo da Forrester Research sobre as tendências em marketing interativo para os próximos cinco anos. Os números impressionam: a estimativa é de que US$ 55 bilhões de dólares serão investidos entre as diversas modalidades de marketing interativo. Considerando apenas as mídias sociais, o valor de US$ 716 milhões referente a 2009 evoluirá a uma taxa média anual de 34%, atingindo a marca dos US$ 3.1 bilhões em 2014.

Comentando o estudo no blog da Forrester, a analista-chefe Shar VanBoskirk faz a seguinte avaliação:

“Para mim, o dado mais interessante do estudo é o que diz que a verba de publicidade diminuirá. Isso mesmo. Com dólares antes alocados nas mídias tradicionais sendo direcionados para ferramentas mais baratas e eficientes, os profissionais de marketing disporão de menos dinheiro para atingir suas metas”.

Novamente: trata-se de um campo em que projeções de médio e longo prazo devem ser tomadas com cautela. A emergência de novas tecnologias e plataforamas têm o poder de criar novas formas de interação e transformar significativamente o comportamento dos usuários. Ainda assim, é seguro afirmar que, independentemente dos números, muitas organizações já caminham na direção de uma presença digital mais ativa, compreendendo a importância de dialogar com seus públicos de maneira honesta e relevante para construir e manter uma percepção positiva de suas marcas.

segunda-feira
13 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Os brasileiros e o uso intensivo das redes sociais

A enorme popularidade das redes sociais entre os brasileiros já é uma realidade amplamente aceita. A informação - verdadeira, por sinal - de que o país abriga metade do total de usuários do Orkut também costuma ser lembrada quando se discute a penetração das mídias sociais no país. Ainda assim, contextualizar o que se passa no Brasil em relação a outras partes do mundo é importante para compreender melhor as tendências dos hábitos digitais locais.

Em todo o planeta Terra, 1.1 bilhão de pessoas maiores de 15 anos acessaram a Internet no último mês de maio. Dentre elas, nada menos do que dois terços acessaram ao menos um site de rede social no período. É o que informa pesquisa recém-divulgada pela comScore, empresa americana especializada na mensuração do universo digital.

No ranking de países mais engajados, que alinha o número médio de horas de conexão e o de páginas visitadas, Rússia e Brasil ocupam respectivamente primeiro e segundo lugar. Nas 6.6 horas mensais em que navegaram pelas redes sociais, os russos visitaram em média 1307 páginas. Entre os brasileiros, os números são ligeiramente inferiores: 6.3 horas para 1220 páginas visitadas. Mas chama a atenção que ambos estejam muito acima da média mundial de 3.7 horas e 525 pageviews, o que dá uma mostra do nível de penetração das mídias sociais nos dois países.

Veja abaixo os números consolidados dos dez primeiros colocados:

Interessante notar que nos EUA, um mercado considerado já maduro em termos de acesso à Internet, e onde o conceito de comunicadades virtuais vem ganhando atenção crescente da comunidade de negócios, os números são significativamente menores: 4.2 horas em média para visitar 477 páginas, suficientes para o nono lugar no ranking.

A pesquisa também cita a importância das redes em países geograficamente dispersos, por permitirem que pessoas separadas por grandes distâncias mantenham contato constante. E atesta que “o comportamento altamente engajado nas redes sociais oferece uma significativa oportunidade para profissionais de Marketing e Publicidade que buscam atingir esse público“.

quarta-feira
8 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Empresas nas redes sociais: casos óbvios e outros nem tanto

Não é necessário ser um observador atento para perceber que algumas das mais ativas comunidades virtuais são aquelas formadas em torno de uma marca, produto ou serviço. A troca de experiências - não necessariamente positivas - costuma dar o tom nas conversas entre os usuários, e nem sempre a empresa discutida se faz presente para interagir, ou mesmo para ouvir o que vai por essa modalidade gratuita e espontânea de feedback.

Nesse sentido, já parece natural que organizações ligadas a temas como tecnologia, telefonia e futebol, para citar apenas três, recebam grande atenção dos internautas, pela própria natureza de suas atividades. Mas o que dizer dos fabricantes de bens tipicamente industriais, como automóveis e produtos químicos, por exemplo? Dois exemplos recentes demonstram que marcas sem um apelo “virtual” tão evidente também podem fazer uso do poder de mobilização e conversação das redes sociais.

Em sua última série de comerciais de TV nos EUA, a Volkswagen experimentou substituir a menção a seu website corporativo, feita ao final de cada filme, pelo perfil da empresa no Facebook. O resultado impressiona: até a publicação deste post, o perfil contava mais de 260 mil fãs da marca movimentando os grupos de discussão. Enquanto uns trocavam impressões sobre os modelos que pretendem comprar, outros compartilhavam afetuosas lembranças de Fuscas e Kombis que marcaram suas vidas. Independentemente de outros desdobramentos da ação, pode-se dizer que a Volkswagen deu um passo importante no estabelecimento de um canal direto com seu público.

Muito menos óbvio é o caso do WD-40. Quem poderia imaginar que a trivial latinha de spray lubrificante seria capaz de mobilizar uma comunidade de 10 mil membros? A empresa entendeu o recado, e estimula a participação dos usuários sugerindo e recebendo todo tipo de uso para o produto, conhecido nos EUA por sua versatilidade. A lista já ultrapassa duas mil utilidades, numa demonstração do vigor e da criatividade da comunidade.

Se é verdade que as mídias sociais não são a resposta para todos os desafios enfrentados pelas organizações, também é verdade que trata-se de um potencial que apenas começa a ser explorado. Donde a importância de compreender esse ambiente cada vez mais dinâmico, diverso e descentralizado, e como integrar as suas crescentes possibilidades com o futuro dos negócios.

sexta-feira
3 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Mídias sociais no ambiente de trabalho: uma realidade

Para muitas organizações, lidar com o uso das redes sociais no ambiente de trabalho não tem sido tarefa fácil. No geral, a cultura da empresa e o mercado em que ela atua costumam dar o tom. Preocupações relacionadas à segurança, à reputação e o clima organizacional são legítimas, sobretudo em tempos de crise, e o assunto costuma ser tratado com doses iguais de curiosidade e cautela.

Ainda assim, o conhecimento e a aceitação das mídias sociais dentro das grandes corporações cresce de maneira estável. Em pesquisa realizada no mês de junho pela Facetime junto a 1199 profissionais de TI nos EUA, 46% reconheceram o valor de algumas redes sociais para os objetivos estratégicos de sua empresa. Mais: outros 31% as vêem como relevantes para o negócio.

“Algumas”, aliás, é o termo exato. Não são todas as redes que interessam às empresas. Facebook, LinkedIn e Twitter foram identificadas nominalmente como as redes de maior valor, sendo de alguma forma apropriadas para o ambiente corporativo típico. No extremo oposto estão mundos virtuais como o Second Life, considerados irrelevantes por 73%.

Dado curioso: apenas cerca de 10% dos respondentes afirmaram que as redes deveriam ser banidas sem exceção, e nada menos do que 85% dos profissionais pesquisados acreditam que elas estejam sendo usadas regularmente nas empresas onde trabalham. São números que parecem sugerir ao mesmo tempo uma sutil diminuição na resistência e uma maior atenção às possibilidades das mídias sociais. Pouco a pouco, as corporações começam a ouvir. O próximo passo - que já é realidade para algumas - é entrar na conversa.

quinta-feira
2 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Marketing nas mídias sociais: investimentos em crescimento

Pelo jeito a crise financeira global não deve intimidar os investimentos em publicidade e marketing nas mídias sociais este ano. Ao menos é o que apontam alguns artigos e estudos de mercado publicados este mês. Apesar de serem relativos ao mercado americano, os números são animadores. Ainda mais no atual cenário econômico.

A consultoria eMarketer, por exemplo, estima que só os anúncios em redes sociais devem crescer cerca 17% em 2009, chegando a 2,35 bilhões de dólares (em 2008 o montante foi de 2 bilhões). Só para comparar (o que na verdade não tem nem comparação), isso é muito mais que toda a verba de anúncios na internet brasileira, que somou 760 milhões de reais em 2008 (segundo o IAB).

Um outro estudo, da Forrester Research, ouviu 114 profissionais de marketing em empresas (americanas) com mais de 250 funcionários sobre seus orçamentos para 2009 e chegou aos seguintes números: 53% dos entrevistados afirmaram que vão aumentar os investimentos em mídias sociais, 42% disseram que vão manter e apenas 5% falaram em redução de gastos com esse tipo de mídia.

Essa tendência é comprovada por um outro levantamento similar, do Aberdeen Group, feito com profissionais de marketing de empresas consideradas “top” em seus segmentos, em diversas partes do mundo.

De acordo com os respondentes, 63% das empresas planejam incrementar os investimentos para mídias sociais em 2009. E desse total, 21% planeja expandir os orçamentos na área em mais de 25%.

quarta-feira
18 março, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiros estão entre os mais ativos socialmente na web

Como já falamos em outros posts aqui no blog, o Brasil é um dos campeões no uso de redes sociais no mundo. E agora, uma nova pesquisa divulgada pela Symantec, multinacional da área de segurança da informação, nesta terça-feira traz mais uma confirmação do gosto do internauta brasileiro pelos sites de relacionamento e sociabilização online.

O estudo, chamado Norton Online Living Report, indica que os brasileiros têm em média mais amigos online e passam mais tempo em sites e aplicativos sociais e de relacionamento que internautas de outros países.

Cada usuário adulto de internet no Brasil tem em média 66 amigos, enquanto a média global é de 41 amigos, segundo a pesquisa. Além disso, as crianças e jovens brasileiros com idade entre 8 e 17 anos são os internautas que passam mais tempo na web (70 horas mensais, em média). E o mais interessante: de todo esse tempo, 13 horas são dedicadas a relacionamentos e sociabilização online, recorde entre os usuários de internet do mundo na mesma faixa etária.

Os internautas adolescentes brasileiros são também os que mais toleram a participação dos pais em sua vida online: 70% dizem ter contatos familiares em programas de mensagem instantânea e redes sociais, o que é considerado um índice elevado.

Veja mais alguns dados interessantes:

  • 82% dos internautas adultos brasileiros afirmam que a web melhorou seus relacionamentos;
  • 78% usam a internet para retomar o contato com amigos antigos;
  • 77% afirmam que a web facilita o contato com a família;
  • 74% dos adultos no Brasil enviam mensagens instantâneas a familiares pelo menos uma vez por semana, enquanto que a média mundial é de 43%.
  • Os internautas brasileiros são os que passam mais tempo compartilhando fotos online - cerca de quatro horas por semana.
  • No Brasil, 37% dos internautas adultos comentam ou criticam as idéias de outras pessoas na web, contra 20% na média global.

O estudo envolveu 9 mil adultos (acima de 18 anos) e 2,6 mil crianças e jovens (de 8 a 17 anos). Além do Brasil, a pesquisa ouviu usuários da França, Austrália, China, Canadá, Alemanha, Japão, Índia, Itália, Suécia, Estados Unidos e Reino Unido.

A pesquisa completa (em PDF) está disponível para download no site da Symantec.

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