Se é verdade que muitas empresas ainda não estão plenamente ativas nas redes sociais, o mesmo não pode ser dito de seus funcionários. 17% das organizações de grande porte avaliadas em pesquisa feita em junho pela Proofpoint, especializada em segurança de dados na Internet, reportaram problemas de conduta no uso das redes sociais por parte de seus funcionários. E 8% relataram casos de abuso que culminaram com a demissão dos envolvidos, o dobro dos 4% registrados pela mesma avaliação em 2008.
Para além de possíveis danos à imagem, preocupações com o vazamento e o uso inapropriado de informações confidenciais também vêm fazendo com que muitas empresas monitorem com mais atenção a atividade de seus funcionários nas redes, tanto dentro como fora do ambiente de trabalho.
Compreensivelmente, trata-se de uma prática que levanta questões éticas ligadas à privacidade individual. Como não é razoável supor que todo e qualquer funcionário agirá com bom senso em 100% das situações, é também crescente o número de empresas adotando políticas internas específicas, orientando o uso das redes sociais.
Nos casos em que uma política é implementada, é fundamental que ela esteja em harmonia com os valores e a cultura da empresa. O que serve bem a uma organização de perfil conservador não necessariamente atende às necessidades de outra mais aberta, que disponha de um alto grau de engajamento nas redes. Ainda assim, alguns princípios básicos devem constar de qualquer política, como ilustram os exemplos abaixos, citados nas diretrizes para mídia social em vigor na Intel:
Seja transparente. Sua honestidade - ou a falta dela - será notada rapidamente no ambiente das redes sociais.
Percepção = Realidade. Identificar-se como um funcionário é o suficiente para criar percepções e expectativas com relação à empresa e sua imagem.
Cometeu um erro? Se você cometeu um erro, admita e corrija o quanto antes, publicamente.
Como se pode notar, mesmo em uma empresa que lida com tecnologia de ponta em seu dia-a-dia é importante formalizar regras simples, que promovam o comportamento responsável nas mídias sociais. E não custa lembrar: sejam quais forem as regras, em hipótese alguma se pode abrir mão de um trabalho cuidadoso de conscientização, até pelas diferenças de familiaridade com o assunto entre diferentes pessoas dentro da companhia.



