Etiqueta: ’tendências’

terça-feira
18 agosto, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Políticas corporativas para o uso de redes sociais

Se é verdade que muitas empresas ainda não estão plenamente ativas nas redes sociais, o mesmo não pode ser dito de seus funcionários. 17% das organizações de grande porte avaliadas em pesquisa feita em junho pela Proofpoint, especializada em segurança de dados na Internet, reportaram problemas de conduta no uso das redes sociais por parte de seus funcionários. E 8% relataram casos de abuso que culminaram com a demissão dos envolvidos, o dobro dos 4% registrados pela mesma avaliação em 2008.

Para além de possíveis danos à imagem, preocupações com o vazamento e o uso inapropriado de informações confidenciais também vêm fazendo com que muitas empresas monitorem com mais atenção a atividade de seus funcionários nas redes, tanto dentro como fora do ambiente de trabalho.

Compreensivelmente, trata-se de uma prática que levanta questões éticas ligadas à privacidade individual. Como não é razoável supor que todo e qualquer funcionário agirá com bom senso em 100% das situações, é também crescente o número de empresas adotando políticas internas específicas, orientando o uso das redes sociais.

Nos casos em que uma política é implementada, é fundamental que ela esteja em harmonia com os valores e a cultura da empresa. O que serve bem a uma organização de perfil conservador não necessariamente atende às necessidades de outra mais aberta, que disponha de um alto grau de engajamento nas redes. Ainda assim, alguns princípios básicos devem constar de qualquer política, como ilustram os exemplos abaixos, citados nas diretrizes para mídia social em vigor na Intel:

Seja transparente. Sua honestidade - ou a falta dela - será notada rapidamente no ambiente das redes sociais.

Percepção = Realidade. Identificar-se como um funcionário é o suficiente para criar percepções e expectativas com relação à empresa e sua imagem.

Cometeu um erro? Se você cometeu um erro, admita e corrija o quanto antes, publicamente.

Como se pode notar, mesmo em uma empresa que lida com tecnologia de ponta em seu dia-a-dia é importante formalizar regras simples, que promovam o comportamento responsável nas mídias sociais. E não custa lembrar: sejam quais forem as regras, em hipótese alguma se pode abrir mão de um trabalho cuidadoso de conscientização, até pelas diferenças de familiaridade com o assunto entre diferentes pessoas dentro da companhia.

terça-feira
14 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Investimentos corporativos em mídias sociais: números e tendências

Sempre que se fala sobre Internet, novas tecnologias e seu impacto sobre o comportamento dos agentes econômicos, convém ter cautela nos prognósticos. Afinal, estamos falando de um campo em que mudanças significativas acontecem em períodos cada vez mais curtos de tempo. Para ficar em apenas um exemplo, quem poderia imaginar, dois ou três anos atrás, que quase todos os grandes veículos de mídia estariam fazendo uso intensivo de uma ferramenta como o Twitter?

Feitas essas ressalvas, vale a pena atentar para o último estudo da Forrester Research sobre as tendências em marketing interativo para os próximos cinco anos. Os números impressionam: a estimativa é de que US$ 55 bilhões de dólares serão investidos entre as diversas modalidades de marketing interativo. Considerando apenas as mídias sociais, o valor de US$ 716 milhões referente a 2009 evoluirá a uma taxa média anual de 34%, atingindo a marca dos US$ 3.1 bilhões em 2014.

Comentando o estudo no blog da Forrester, a analista-chefe Shar VanBoskirk faz a seguinte avaliação:

“Para mim, o dado mais interessante do estudo é o que diz que a verba de publicidade diminuirá. Isso mesmo. Com dólares antes alocados nas mídias tradicionais sendo direcionados para ferramentas mais baratas e eficientes, os profissionais de marketing disporão de menos dinheiro para atingir suas metas”.

Novamente: trata-se de um campo em que projeções de médio e longo prazo devem ser tomadas com cautela. A emergência de novas tecnologias e plataforamas têm o poder de criar novas formas de interação e transformar significativamente o comportamento dos usuários. Ainda assim, é seguro afirmar que, independentemente dos números, muitas organizações já caminham na direção de uma presença digital mais ativa, compreendendo a importância de dialogar com seus públicos de maneira honesta e relevante para construir e manter uma percepção positiva de suas marcas.

quarta-feira
8 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Empresas nas redes sociais: casos óbvios e outros nem tanto

Não é necessário ser um observador atento para perceber que algumas das mais ativas comunidades virtuais são aquelas formadas em torno de uma marca, produto ou serviço. A troca de experiências - não necessariamente positivas - costuma dar o tom nas conversas entre os usuários, e nem sempre a empresa discutida se faz presente para interagir, ou mesmo para ouvir o que vai por essa modalidade gratuita e espontânea de feedback.

Nesse sentido, já parece natural que organizações ligadas a temas como tecnologia, telefonia e futebol, para citar apenas três, recebam grande atenção dos internautas, pela própria natureza de suas atividades. Mas o que dizer dos fabricantes de bens tipicamente industriais, como automóveis e produtos químicos, por exemplo? Dois exemplos recentes demonstram que marcas sem um apelo “virtual” tão evidente também podem fazer uso do poder de mobilização e conversação das redes sociais.

Em sua última série de comerciais de TV nos EUA, a Volkswagen experimentou substituir a menção a seu website corporativo, feita ao final de cada filme, pelo perfil da empresa no Facebook. O resultado impressiona: até a publicação deste post, o perfil contava mais de 260 mil fãs da marca movimentando os grupos de discussão. Enquanto uns trocavam impressões sobre os modelos que pretendem comprar, outros compartilhavam afetuosas lembranças de Fuscas e Kombis que marcaram suas vidas. Independentemente de outros desdobramentos da ação, pode-se dizer que a Volkswagen deu um passo importante no estabelecimento de um canal direto com seu público.

Muito menos óbvio é o caso do WD-40. Quem poderia imaginar que a trivial latinha de spray lubrificante seria capaz de mobilizar uma comunidade de 10 mil membros? A empresa entendeu o recado, e estimula a participação dos usuários sugerindo e recebendo todo tipo de uso para o produto, conhecido nos EUA por sua versatilidade. A lista já ultrapassa duas mil utilidades, numa demonstração do vigor e da criatividade da comunidade.

Se é verdade que as mídias sociais não são a resposta para todos os desafios enfrentados pelas organizações, também é verdade que trata-se de um potencial que apenas começa a ser explorado. Donde a importância de compreender esse ambiente cada vez mais dinâmico, diverso e descentralizado, e como integrar as suas crescentes possibilidades com o futuro dos negócios.

segunda-feira
19 janeiro, 2009
por Leandro Cervantes

Campus Party 2009

Começa nesta segunda-feira, 19, em São Paulo, a Campus Party 2009, encontro mundial de tecnologia, conteúdo digital, interação e entretenimento em rede. O evento, que vai até o domingo, dia 25, no Centro Imigrantes de Exposições, reúne neste ano quase 6 mil participantes (dos quais, boa parte deverá ficar acampada no local do evento durante toda a semana) e espera receber cerca de 300 mil visitantes, segundo os organizadores.

Os assuntos abordados vão desde blogs e mídias sociais até astronomia e robótica, passando por fotografia, design, música, software livre, e desenvolvimento. A programação inclui palestras, oficinas e debates, além de uma área de lazer e exposição - aberta ao público - com os últimos lançamentos e novidades dos patrocionadores do evento. As inscrições para participantes com computadores estão encerradas, mas ainda dá para participar das atividades gratuitas da área de visitação.

Eu e parte da equipe aqui do SismoWeb e da CDN Interativa estaremos por lá todos os dias, acompanhando os principais assuntos, discussões e tendências sobre tecnologia e mídias sociais, com atenção especial para a programação da área batizada de CampusBlog.

A programação geral é bem extensa e vale a pena dar uma conferida nos temas das palestras e debates. Até mesmo para ver o que de principal estará sendo discutido e, assim, poder acompanhar melhor a cobertura do evento, que deverá ser igualmente ampla, com a participação de sites e blogs, profissionais e amadores, além da mídia tradicional.

Apesar de começar oficialmente hoje, a coisa começa a pegar mesmo a partir de amanhã, dia 20. Destaque para a palestra de Tim Berners-Lee, inventor de algumas das tecnologias mais importantes para o funcionamento da internet, como a linguagem HTML (HyperText Markup Language) e tido como o “criador da web”, que falará sobre o futuro da internet e Web 3.0, na terça-feira às 13hs.

Confira aqui a programação completa do evento e aqui a da área CampusBlog.

quarta-feira
10 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

O que os brasileiros mais buscaram no Google em 2008?

“Jogos de meninas”, “naruto” e “you tube” (escrito assim mesmo) foram os termos mais procurados este ano no Brasil, segundo o Google Zeitgeist – o estudo anual do gigante das buscas, que pela primeira vez apresenta os resultados por países.

Observando o ranking dá pra perceber o gosto do internauta brasileiro por jogos e vídeos online, já que cinco dos dez primeiros termos mais buscados se relacionam a esses assuntos. Aqui vale destacar a presença do YouTube. O Brasil é um dos campeões de acesso ao site de compartilhamento de vídeos mais popular do mundo e apesar de o Zeitgeist do Google não apresentar dados detalhados, serve como um bom termômetro de tendências na web.

E entre essas tendências, está também a rede social Orkut que, apesar de não aparecer entre os mais procurados em 2008, ocupa o primeiro lugar na lista das buscas que mais cresceram no ano, além de ter ficado em quarto lugar entre os termos mais pesquisados relacionados ao Google.

Além dos principais interesses dos brasileiros na web e das buscas que mais cresceram, o levantamento mostra ainda e os termos em alta relacionados a futebol, política, economia e celebridades.