Etiqueta: ’uso das redes sociais’

quarta-feira
8 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Empresas nas redes sociais: casos óbvios e outros nem tanto

Não é necessário ser um observador atento para perceber que algumas das mais ativas comunidades virtuais são aquelas formadas em torno de uma marca, produto ou serviço. A troca de experiências - não necessariamente positivas - costuma dar o tom nas conversas entre os usuários, e nem sempre a empresa discutida se faz presente para interagir, ou mesmo para ouvir o que vai por essa modalidade gratuita e espontânea de feedback.

Nesse sentido, já parece natural que organizações ligadas a temas como tecnologia, telefonia e futebol, para citar apenas três, recebam grande atenção dos internautas, pela própria natureza de suas atividades. Mas o que dizer dos fabricantes de bens tipicamente industriais, como automóveis e produtos químicos, por exemplo? Dois exemplos recentes demonstram que marcas sem um apelo “virtual” tão evidente também podem fazer uso do poder de mobilização e conversação das redes sociais.

Em sua última série de comerciais de TV nos EUA, a Volkswagen experimentou substituir a menção a seu website corporativo, feita ao final de cada filme, pelo perfil da empresa no Facebook. O resultado impressiona: até a publicação deste post, o perfil contava mais de 260 mil fãs da marca movimentando os grupos de discussão. Enquanto uns trocavam impressões sobre os modelos que pretendem comprar, outros compartilhavam afetuosas lembranças de Fuscas e Kombis que marcaram suas vidas. Independentemente de outros desdobramentos da ação, pode-se dizer que a Volkswagen deu um passo importante no estabelecimento de um canal direto com seu público.

Muito menos óbvio é o caso do WD-40. Quem poderia imaginar que a trivial latinha de spray lubrificante seria capaz de mobilizar uma comunidade de 10 mil membros? A empresa entendeu o recado, e estimula a participação dos usuários sugerindo e recebendo todo tipo de uso para o produto, conhecido nos EUA por sua versatilidade. A lista já ultrapassa duas mil utilidades, numa demonstração do vigor e da criatividade da comunidade.

Se é verdade que as mídias sociais não são a resposta para todos os desafios enfrentados pelas organizações, também é verdade que trata-se de um potencial que apenas começa a ser explorado. Donde a importância de compreender esse ambiente cada vez mais dinâmico, diverso e descentralizado, e como integrar as suas crescentes possibilidades com o futuro dos negócios.

sexta-feira
3 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Mídias sociais no ambiente de trabalho: uma realidade

Para muitas organizações, lidar com o uso das redes sociais no ambiente de trabalho não tem sido tarefa fácil. No geral, a cultura da empresa e o mercado em que ela atua costumam dar o tom. Preocupações relacionadas à segurança, à reputação e o clima organizacional são legítimas, sobretudo em tempos de crise, e o assunto costuma ser tratado com doses iguais de curiosidade e cautela.

Ainda assim, o conhecimento e a aceitação das mídias sociais dentro das grandes corporações cresce de maneira estável. Em pesquisa realizada no mês de junho pela Facetime junto a 1199 profissionais de TI nos EUA, 46% reconheceram o valor de algumas redes sociais para os objetivos estratégicos de sua empresa. Mais: outros 31% as vêem como relevantes para o negócio.

“Algumas”, aliás, é o termo exato. Não são todas as redes que interessam às empresas. Facebook, LinkedIn e Twitter foram identificadas nominalmente como as redes de maior valor, sendo de alguma forma apropriadas para o ambiente corporativo típico. No extremo oposto estão mundos virtuais como o Second Life, considerados irrelevantes por 73%.

Dado curioso: apenas cerca de 10% dos respondentes afirmaram que as redes deveriam ser banidas sem exceção, e nada menos do que 85% dos profissionais pesquisados acreditam que elas estejam sendo usadas regularmente nas empresas onde trabalham. São números que parecem sugerir ao mesmo tempo uma sutil diminuição na resistência e uma maior atenção às possibilidades das mídias sociais. Pouco a pouco, as corporações começam a ouvir. O próximo passo - que já é realidade para algumas - é entrar na conversa.

quinta-feira
12 março, 2009
por Leandro Cervantes

O poder de influência do Twitter

Em janeiro, na semana da Campus Party, escrevi no blog da CDN Interativa sobre o painel da professora e pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas, Raquel Recuero acerca do uso e apropriações do Twitter no Brasil.

Na ocasião, ela apresentou alguns números preliminares do estudo que estava realizando, junto com a também pesquisadora Gabriela Zago, com usuários da ferramenta e que já apontavam o forte uso informacional do Twitter no país.

Pois bem, agora Raquel publicou em seu blog mais detalhes e constatações sobre esse estudo, que confirmam a ferramenta como uma propagadora de informações e, o mais importante: o seu potencial como influenciadora de outras redes.

O levantamento dos dados foi feito pela internet, com cerca de 900 usuários do Twitter que responderam voluntariamente a um questionário de 35 perguntas. Veja alguns dos principais dados:

  • 94% dos participantes da pesquisa costumam clicar em links divulgados no Twitter;
  • 88% passa adiante informações recebidas no Twitter para outras redes sociais;
  • 79% dos respondentes diz que já ficou sabendo de notícias primeiro pelo Twitter;
  • 68% dos participantes “twitta” várias vezes por dia e 87% acompanha as informações recebidas na mesma medida.

Sobre esses números, vale destacar dois comentários da pesquisadora em seu blog:

“Esse uso informacional tem sido destacado pela apropriação do Twitter como uma ferramenta de feeds especializada. Isso quer dizer que um dos usos mais destacados é aquele onde os atores escolhem seguir não apenas os amigos, mas aqueles outros twitters que podem trazer informações relevantes a respeito de assuntos de seu interesse.”

“Esses elementos apontam para o Twitter como uma ferramenta que é valorizada pela qualidade e instantaneidade de suas informações. Apontam para o Twitter como uma ferramenta de nicho, onde as informações são obtidas para que sejam replicadas em outras redes”

Diante desses dados, ainda que referentes a um universo relativamente pequeno de usuários, fica evidente o potencial do Twitter como propagador de informações, que no caso das empresas e marcas pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Daí a importância de se monitorar o conteúdo postado na ferramenta e também pensar muito bem o tipo de informação que se pretende divulgar por esse canal.

Para quem tiver interesse, vale ler as constatações de Raquel sobre o estudo, que ela dividiu em três posts no seu blog: Pesquisa sobre o Twitter Parte I, Parte II e Parte III.

quinta-feira
19 fevereiro, 2009
por Leandro Cervantes

Twitter cresce 900% em 2008 e recebe mais investimentos

Em um post publicado em seu blog oficial, na semana passada, o Twitter afirmou ter crescido mais de 900% no último ano e confirmou ter recebido um novo aporte de investimento, dos fundos Benchmark Capital e Institutional Venture Partners (A notícia havia sido antecipada pelo blog TechCrunch).

Infelizmente, o site não divulga estatísticas oficiais sobre o seu real número de usuários, o que leva a uma grande confusão de estimativas, que variam de 1 milhão (somente perfis públicos) a 12 milhões de pessoas usando o serviço de microposts (sobre essa questão dos usuários do Twitter, vale ler esse post da Gabriela Zago, em seu blog ius communicatio).

Apesar de não revelar também o montante conseguido com os novos investidores, a empresa afirma que o dinheiro permitirá o desenvolvimento de novos produtos e serviços para gerar renda. Assim como ocorre com outras grandes rede sociais, a questão da rentabilização também tem sido crucial para o Twitter, que ainda não encontrou uma forma de transformar, na mesma proporção, a sua popularidade em lucro.

terça-feira
17 fevereiro, 2009
por Leandro Cervantes

Facebook entre os principais sites de mídia social

E por falar em ranking… A consultoria comScore, divulgou na semana passada a atualização do seu ranking mundial de tráfego dos sites de mídia social, que inclui provedores de blogs, redes de relacionamento e outras aplicações de web 2.0.

Assim como no nosso post anterior, sobre a lista da compete dos sites de mídia social mais acessados, o Facebook também é o grande destaque do levantamento da comScore, que traz números referentes a dezembro de 2008.

Em janeiro, comentamos aqui no blog o ranking da consultoria referente a novembro, onde o Blogger, o provedor de blogs do Google aparecia em primeiro, mas com a liderança já ameaçada pela vertiginosa ascensão do Facebook.

Pois bem, agora a rede social chegou ao topo da lista da comScore, um dos mais respeitados indicadores de tráfego da web, com 221 milhões de acessos únicos em dezembro de 2008, praticamente empatado com o Blogger, que teve 225,5 milhões de acessos. Uma diferença de “apenas” 4,5 milhões contra a de 21 milhões de usuários em novembro do ano passado.

E se considerarmos que o Blogger aparece estável, quase que no mesmo nível, nos dois últimos levantamentos da consultoria, talvez no próximo ranking, relativo a janeiro de 2009, a rede social já esteja de fato na liderança absoluta dos sites de mídia social com maior número de acessos únicos na web.

Mas no Brasil, por enquanto, a rede ainda está longe de cair nas graças da preferência do público. Pelo menos em termos absolutos, quando comparado com o Orkut que tem milhões de usuários (o Facebook por aqui ainda conta seus usuários na casa das centenas de milhar). Porém, tem um público considerável, se olhado isoladamente. É preciso ficar de olho no crescimento da rede por aqui também.

Parte dos números da comScore foram divulgados e comentados pelo blog TechCrunch. Infelizmente, a consultoria não libera gratuitamente os dados de suas pesquisas.

segunda-feira
16 fevereiro, 2009
por Leandro Cervantes

Ranking de tráfego das redes sociais

O quinto aniversário do Facebook e a confirmação de sua liderança em número de visitantes únicos mensais – superando o MySpace, foram algumas das principais notícias no universo das redes sociais nas últimas semanas. MAs, como anda o páreo de popularidade dos sites de relacionamentos em geral?

A compete, uma empresa de análise de tráfego na web, divulgou na semana passada o seu mais recente ranking de visitação de redes sociais.

Como era de se esperar, pelo crescimento que veio apresentando ao longo de 2008, o Facebook aparece em primeiríssimo lugar com a respeitável marca de 68 milhões de visitantes únicos no mês de janeiro de 2009.

Na sequência, em segundo e terceiro lugar, respectivamente, vêm o ex-líder MySpace, com 58 milhões, e o relativamente novo, Twitter, com 5,9 milhões de visitantes únicos no mês passado. Vale notar que apesar do Twitter não ser o terceiro em número de visitantes únicos, ele é o terceiro maior em visitas, com cerca de 54 milhões de visitas mensais (veja a tabela abaixo).


Mas o que mais chama a atenção é o crescimento meteórico do site, em relação ao último ranking da Compete, de fevereiro de 2008, quando aparecia num distante 22º lugar, com cerca de 600 mil visitantes e 4 milhões de visitas mensais.

Apesar de este ser um ranking baseado nos usuários estrangeiros (essencialmente  norte-americanos), serve como uma amostra de tendências de uso das principais redes sociais do mundo.

Nesse sentido, um outro ponto que também vale destacar é o crescimento do site de relacionamento profissional LinkedIn no mesmo período, do 9º para o 5º lugar no ranking, passando de 3,8 milhões de visitantes únicos e 11,1 milhões de visitas mensais em fevereiro de 2008, para 11,2 milhões de visitantes únicos e 42,7 milhões de visitas mensais em janeiro de 2009. Será um reflexo da crise?

sexta-feira
13 fevereiro, 2009
por Leandro Cervantes

São Paulo é a quarta cidade do mundo que mais usa o Twitter

O brasileiro (e o povo latino em geral) adoram redes sociais e comunicadores instantâneos, tanto que o Brasil é o país que mais usa MSN no mundo. Logo, a notícia de que São Paulo é a quarta cidade do mundo com mais usuários no Twitter não deveria surpreender. Afinal, o serviço de publicação de microposts, de certa maneira, reúne justamente características de rede social e de mensageiro instantâneo.

Mas, claro, não deixa de ser um fato muito interessante, que coloca o Brasil em destaque no cenário de tendências de uso das novas tecnologias de comunicação, à frente de muitos países “digitalmente” mais desenvolvidos. De acordo com os dados fornecidos pelo próprio Twitter ao blog Tech Central, São Paulo fica atrás apenas de São Francisco, Nova York e Londres, que ocupam o terceiro, segundo e primeiro lugar, respectivamente, no uso do serviço. Pena que os dados foram apresentados apenas em porcentagem e não em números absolutos de usuários.

De qualquer forma, como já comentamos aqui no blog, o Twitter está entre as redes sociais que mais crescem no mundo, com algo em torno de 5 a 10 mil novas contas abertas todos os dias, de acordo com o estudo State of the Twittersphere, da consultoria HubSpot.

Veja abaixo o ranking completo das cidades que mais usam o Twitter:

1. Londres (Ing)
2. Nova York (EUA)
3. São Francisco (EUA)
4. São Paulo (Bra)
5. Chicago (EUA)
6. Seattle (EUA)
7. Shibuya (Jap)
8. Toronto (Can)
9. Brooklyn (EUA)
10. West Hollywood (EUA)

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