Etiqueta: ’YouTube’

sexta-feira
31 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

Redes que conectam pessoas

Quando se fala sobre o papel e o alcance da mídia social no ambiente de negócios, não raro a discussão acaba se desvirtuando em detalhes técnicos e primeiras impressões. Nessas horas, é fundamental ter em mente um conceito simples: quando se fala em mídia social, a Internet tem que ser entendida não como uma rede de computadores, mas como uma rede de pessoas.

Como forma de oferecer uma perspectiva mais clara do que estamos falando, vale a pena citar alguns números e dados sobre redes que conectam pessoas:

YouTube

  • Se o YouTube fosse um país, seria o terceiro mais populoso do mundo.
  • Mais da metade dos usuários assiste a vídeos pelo menos uma vez por semana.
  • 20 horas de material em vídeo são enviadas para o site a cada minuto.

Facebook

  • O site atingiu recentemente a casa dos 250 milhões de usuários.
  • 120 milhões de usuários acessam o site diariamente.
  • Cada usuário tem uma média de 120 “amigos”.
  • Mais de um bilhão de fotos são enviadas para o site mensalmente.
  • O site está disponível em 50 idiomas, e outros 40 estão em desenvolvimento.

MySpace

  • O MySpace recebe 60 milhões de acessos únicos por mês.
  • Em média 300 mil usuários novos são criados todos os dias.

Twitter

  • Considerados os últimos 12 meses, o Twitter cresceu mais de 1000%. A empresa mantém sigilo sobre os dados, mas estima-se que o serviço tenha entre 6 e 10 milhões de usuários em todo o mundo.
  • Mais de 70% dos usuários lançaram seus perfis nos cinco primeiros meses de 2009.
  • O termo “Twitter” será incluído oficialmente na próxima edição do dicionário Collins da língua inglesa.

É razoável supor que, dado o ritmo de crescimento e penetração das redes sociais, muitos desses números estarão obsoletos em um espaço de poucos meses. Enquanto isso, a conversação continua.

sexta-feira
17 julho, 2009
por Paulo Henrique Lemos

O caso Dave Carroll-United Airlines

No dinâmico ambiente das redes sociais, há tempos se sabe que personagens anônimos e temas dos mais inusitados podem ser catapultados à condição de fenômeno global em questão de dias, às vezes horas. Em regra, esses fenômenos despertam um pequeno interesse inicial, disseminam-se até atingir um pico de popularidade e então começam a ser ofuscados por novos fenômenos, sendo esquecidos pouco depois sem maiores conseqüências.

Mas nem sempre é o que acontece. De tempos em tempos, uma mensagem que geralmente combina elementos de autenticidade, relevância e criatividade atrai grande atenção dos usuários das redes, transborda para a mídia tradicional e nivela o campo entre indivíduos e corporações, muitas vezes com resultados inesperados para estas últimas. É o que ilustra de forma exemplar o caso recente envolvendo o guitarrista canadense Dave Carroll e a United Airlines.

A história, na versão do músico, é a seguinte: em 2008, Carroll viajava pela United com sua banda para um concerto nos EUA. Durante uma escala em Chicago, testemunhou ao lado de outros passageiros sua guitarra sendo jogada de um lado para o outro pelos carregadores de bagagem da empresa. Chegando a seu destino, constatou que o instrumento - no valor de US$ 3.500 - havia sofrido graves danos. Contatada, a United não negou o incidente, mas ao fim de nove meses de evasivas, recusou-se a assumir a responsabilidade pelo prejuízo. Como resposta, Carroll produziu um vídeo satírico batizado de United Breaks Guitars (United Quebra Guitarras), em que reconstitui o episódio.

Postado no YouTube no último dia 6 de julho, o vídeo já acumula mais de 3 milhões de visualizações e 15 mil comentários. Para efeito de comparação, o vídeo mais visto no canal da United, no mesmo YouTube, conta apenas 86 mil visualizações e 45 comentários. O assunto foi objeto de centenas de comentários negativos no Twitter e na página não-oficial da empresa no Facebook, e foi notícia em Jornais de grande circulação nos EUA. Em menos de dois dias de sua postagem, trechos do vídeo chegaram a ser exibidos em cadeia mundial pela CNN.

Amostra de resultados de busca no Twitter, 17/07/2009 às 13:17

São números muito expressivos, mas é preciso colocá-los em perspectiva. Certamente não é razoável supor que um único vídeo musical/humorístico, seja qual for a sua popularidade, possa arruinar a reputação de uma organização do porte da United. Por outro lado, fica para o público em geral a impressão de que a empresa poderia ter lançado mão dos vários canais à sua disposição para posicionar-se com mais agilidade, apresentando os esclarecimentos que julgasse apropriados. Na chamada “sala de imprensa” do portal corporativo, por exemplo, o assunto não recebeu qualquer menção. Apenas no dia 10, quando literalmente milhares de reações negativas já haviam sido registradas, a United contatou Carroll oferecendo uma indenização pelo prejuízo. A pedido do músico - também feito via YouTube, claro -, o dinheiro foi doado a uma ONG, e só então o acordo foi devidamente divulgado no perfil da empresa no Twitter.

É interessante constatar que o caso, apesar de toda a sensação que tem causado, já dá sinais de estar próximo de uma curva descendente. Mas deixa - e isto é uma boa notícia - elementos de sobra para que a United e outras empresas se preparem melhor para situações semelhantes envolvendo suas marcas. Comentando o caso para a Adweek, o consultor Joshua Hammond lista alguns deles, com os quais concluo este post (grifos meus):

“Neste momento, o vídeo aparece em terceiro lugar na busca do Google para “United Airlines”, e deve continuar a incomodar a empresa por um bom tempo. A United precisará produzir uma tremenda quantidade de conteúdo positivo para tirá-lo de lá.”

“Já que há um enorme volume de conversação envolvendo a marca, a companhia deve aproveitar a oportunidade de ouví-la cuidadosamente, identificando detratores e defensores. Onde postam? O que falam sobre a United? Como discutem empresas aéreas em geral? O que esperam delas? Há oportunidades de engajamento?”

“A lição para os gerentes de marca é que, se a sua marca já enfrenta um sentimento negativo por parte dos clientes, ela é particulamente vulnerável a ataques. Portanto você precisa adotar medidas muito rápidas para protegê-la.”

sexta-feira
3 abril, 2009
por Leandro Cervantes

Brasileiro dedica três vezes mais tempo à internet do que à TV

O Brasil está mesmo entre os campeões em tempo de navegação na web. Agora, além do Ibope Nielsen – que aponta o país como um dos que passam mais horas conectados – uma outra fonte vem confirmar esse fato. De acordo com uma pesquisa recente da consultoria Deloitte, os brasileiros gastam, em média, três vezes mais tempo por semana navegando na internet do que assistindo à televisão.

Chamada de “O Futuro da Mídia”, a pesquisa, que foi feita em cinco países (Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão e Reino Unido) e ouviu nove mil pessoas, traz números interessantes:

  • Enquanto a TV consome, semanalmente, 9,8 horas, a internet fica com nada menos que 32,5 horas semanais;
  • 81% dos cerca de mil respondentes da pesquisa no País apontaram o computador como o meio de entretenimento mais importante;
  • 50% afirmaram que acompanham as últimas tecnologias e os lançamentos de novos aparelhos e que tentam comprá-los rapidamente;
  • 82 horas por semana é o tempo gasto atualmente pelos consumidores utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como o celular;

Com base nesses números, a pesquisa da Deloitte afirma que o “Brasil é um mercado jovem e que apresenta amplo crescimento em termos de consumo de mídia”.

E que os internautas brasileiros tanto fazem na Internet?
Aqui está outro ponto interessante levantado pelo estudo: cerca de 83% das 1.022 pessoas ouvidas pela pesquisa no Brasil disseram criar seu próprio conteúdo de entretenimento, por exemplo, editando fotos, vídeos ou músicas.

Ou seja, pode-se dizer que de todo o tempo gasto na web, boa parte dele é dedicada à produção e compartilhamento de conteúdo na mídias sociais, já que essas fotos, vídeos e músicas feitos pelos próprios usuários muito provavelmente vão acabar publicadas em blogs e sites como o YouTube ou Flickr.

Atualizado em 16/04/2009:

A pesquisa na íntegra está disponível para download no site Tela Viva, dividida em quatro arquivos PDF: O Estado da Democracia na MídiaPublicidadeProdutos de MídiaAtividade Social/Viral.

sexta-feira
9 janeiro, 2009
por Leandro Cervantes

Mídia social na telinha: MySpace, YouTube e Twitter com acesso direto na TV

O Yahoo!, anunciou na Consumer Eletronics Show (CES), a feira de eletrônicos que acontece nesta semana em Las Vegas, um acordo para oferecer acesso a conteúdos e serviços de mídia social da web diretamente na TV.

A empresa, em parceria com o MySpace e a Intel, disse já ter fechado acordos com alguns fabricantes, como Samsung e LG, entre outros, para a produção de televisores de alta definição com suporte a miniaplicativos (widgets) que permitirão o acesso a conteúdos de internet e à programação normal da TV.

Com isso, os telespectadores poderão, por exemplo, acessar via TV seus perfis do MySpace, ver vídeos do YouTube e até fazer postagens no Twitter. Ao todo, foram anunciados 20 “widgets”, produzidos por empresas como YouTube, Twitter, Amazon e The New York Times, entre outras. A expectativa é que os televisores com esses recursos cheguem ao mercado no segundo trimestre de 2009.

A ideia parece muito boa, especialmente para o Yahoo! que usará a tecnologia e as parcerias como uma nova forma de vender publicidade. Mas, será que a novidade vai mesmo pegar? Quando as pessoas estão assistindo TV, normalmente querem apenas assistir TV. Para as outras funções o computador está logo ali do lado, quando não no colo do telespectador ou na palma da sua mão. Aliás, as aplicações desses mesmos serviços de mídia social para celular oferecem tudo o que o computador e a TV oferecem, só que com a grande vantagem da mobilidade.

Com exceção do YouTube, que realmente tem feito frente ao conteúdo da TV e pode ser assistido por várias pessoas ao mesmo tempo, os outros serviços são mais pessoais e não parece ter muito sentido acessá-los numa tela de mais de 30 polegadas, no meio da sala.

De qualquer forma, não deixa de ser uma amostra da tendência cada vez mais forte de inserção das ferramentas de mídia social e da internet no cotidiano das pessoas.

terça-feira
16 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

TvMoob: empresa brasileira aposta na monetização de vídeos

E por falar em vídeos online, foi lançada agora em dezembro a TvMoob, uma startup brasileira que pretende se destacar nesse mercado oferecendo novas possibilidades de se ganhar dinheiro com vídeos na internet - justamente, o ponto-fraco do gigante YouTube, que apesar dos seus 100 milhões de visitantes únicos por mês, ainda não consegue gerar lucros proporcionais à sua popularidade.

O modelo de monetização inclui basicamente links patrocinados, que são exibidos em flash na parte de baixo dos vídeos e podem ser desligados a qualquer momento pelos usuários, mas também outras possibilidades, como o redirecionamento para outros vídeos, a partir da anúncio sobreposto ao vídeo que se está assistindo. O princípio está em cruzar os assuntos dos vídeos com o conteúdo publicitário, por meio de tags escolhidas por usuários/produtores e anunciantes. E os produtores dos vídeos são remunerados com uma porcentagem do valor pago pelo anunciante.

A iniciativa é inédita no país, e mesmo nos EUA a questão da monetização de vídeos online ainda não está consolidada, com o YouTube por enquanto usuando links patrocinados apenas nas buscas feitas no site e exibindo-os fora do player do vídeo.

segunda-feira
15 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

Vídeos em alta exibição

Os vídeos online estão entre os conteúdos mais acessados e buscados na web. E nesse segmento, o YouTube continua a reinar praticamente sozinho.

Depois de ter ultrapassado a marca dos 5 bilhões de vídeos assistidos em julho (somente nos EUA), o site de compartilhamento de vídeos de propriedade do Google bateu um novo recorde em outubro: passou a marca dos 100 milhões de “espectadores” únicos –- o que representa mais de dois em cada três internautas norte-americanos que assistiram vídeos na web no mês, segundo a última pesquisa da comScore sobre vídeos online.

Em segundo lugar no ranking de visitantes únicos, vem a Fox Interactive Media, com cerca de 60 milhões de espectadores, seguida pelo Yahoo, com 45 milhões de visitantes.

De acordo com a comScore, mais de 147 milhões de pessoas, ou 77% do total de usuários da internet nos EUA, assistiram vídeos em outubro. E os jovens são os que mais consomem esse tipo de conteúdo: 80% dos internautas com idade entre 18 e 34 anos assistiram vídeos online, maior média de todas as faixas etárias pesquisadas.

No Brasil, a popularidade dos vídeos também é grande. O país é um dos campeões de acesso ao YouTube, que teve seu nome (e suas variações) entre os termos mais buscados no Google por aqui em 2008.

quarta-feira
10 dezembro, 2008
por Leandro Cervantes

O que os brasileiros mais buscaram no Google em 2008?

“Jogos de meninas”, “naruto” e “you tube” (escrito assim mesmo) foram os termos mais procurados este ano no Brasil, segundo o Google Zeitgeist – o estudo anual do gigante das buscas, que pela primeira vez apresenta os resultados por países.

Observando o ranking dá pra perceber o gosto do internauta brasileiro por jogos e vídeos online, já que cinco dos dez primeiros termos mais buscados se relacionam a esses assuntos. Aqui vale destacar a presença do YouTube. O Brasil é um dos campeões de acesso ao site de compartilhamento de vídeos mais popular do mundo e apesar de o Zeitgeist do Google não apresentar dados detalhados, serve como um bom termômetro de tendências na web.

E entre essas tendências, está também a rede social Orkut que, apesar de não aparecer entre os mais procurados em 2008, ocupa o primeiro lugar na lista das buscas que mais cresceram no ano, além de ter ficado em quarto lugar entre os termos mais pesquisados relacionados ao Google.

Além dos principais interesses dos brasileiros na web e das buscas que mais cresceram, o levantamento mostra ainda e os termos em alta relacionados a futebol, política, economia e celebridades.

terça-feira
18 novembro, 2008
por Leandro Cervantes

Obama fará pronunciamentos semanais no YouTube

Depois de ter vencido as eleições com uma campanha marcada por uma inovadora e eficiente estratégia de comunicação focada principalmente no uso da internet e das mídias sociais, o presidente eleito Barack Obama dá mostras de que pretende levar tal estratégia também para o seu governo.

O futuro dirigente dos EUA levou para o YouTube os tradicionais discursos semanais feitos pelos presidentes americanos  pelo rádio. O primeiro pronunciamento, com quatro minutos de duração foi gravado no escritório de transição do novo governo, em Chicago, e pode ser assistido aqui.

Ao longo da história dos EUA diversos presidentes americanos usaram o rádio para fazer pronunciamentos regulares ao povo, principalmente em épocas de crise, como os Fireside Chats do presidente Franklin D. Roosevelt - série de trinta discursos transmitidos à noite pelo rádio entre os anos de 1933 e 1944 (no período pós depressão de 29 e durante a II Guerra Mundial); e os tradicionais programas semanais de Ronald Reagan, na década de 1980, transmitidos sempre aos sábados, assim como deverão ser os de Obama.

O novo presidente, porém, certamente irá atingir um público muito maior do que seus antecessores ao disponibilizar seus pronunciamentos no site de compartilhamento de vídeos mais popular da internet (onde só no mês de julho deste ano os americanos assistiram 5 bilhões de vídeos), com o grande diferencial de os programas poderem ser assistidos inúmeras vezes, a qualquer hora.

A série de vídeo-discursos do presidente eleito deverá continuar após a transição e contará também com pronunciamentos de membros da equipe do novo governo.

quarta-feira
12 novembro, 2008
por Leandro Cervantes

Ao vivo e a cores

No próximo dia 22, o site de compartilhamento de vídeos YouTube irá fazer a sua primeira transmissão ao vivo pela internet. A atração, produzida pelo próprio portal, será exibida no YouTube Live!, que deverá funcionar como uma espécie de programa de variedades. O formato previsto mistura shows, música e entrevistas, com a participação de artistas conhecidos no “mundo real” e também de “celebridades” da internet, que se tornaram famosas no próprio YouTube.

A apresentação inaugural terá os músicos Joe Satriani, Will.i.Am e Katy Perry, entre outros, e a famosa dupla do programa do Discovery Channel Mythbusters (Os Caçadores de Mitos), Adam Savage e Jamie Hyneman. Além da garota Esmee Denters, que ficou conhecida na internet após publicar no site seus vídeos em que aparece dublando músicas famosas.

Apesar de sinalizar que pretende dar continuidade a esse tipo de atração ao vivo, o YouTube não deu mais detalhes de seus planos sobre isso. Caso se torne permanente, a novidade deverá impulsionar ainda mais a popularidade do site de compartilhamento de vídeos.

E falando das novidades do gigante de vídeos na internet, há pouco dias o YouTube anunciou também o fechamento de um acordo com os estúdios MGM para a exibição de filmes e seriados completos na rede. Iniciativa que é vista como uma forma do portal obter receita com publicidade (haverá anúncios no material exibido) e fazer frente a seus concorrentes que já exibem filmes e conteúdos da TV na íntegra, como o Hulu.

quinta-feira
2 outubro, 2008
por Leandro Cervantes

Land Rover lança canal no YouTube

A criação de canais personalizados em sites de compartilhamento de vídeos online (leia-se YouTube) tem sido uma das principais ações de marketing adotada por empresas em termos de mídia social. Dentre as grandes corporações, um exemplo recente vem da Land Rover.

A fabricante de automóveis do tipo SUV (Sport Utility Vehicle) de luxo, acaba de lançar um Brand Channel no YouTube. A ação faz parte das comemorações dos 60 anos da marca e tem como objetivo oferecer um meio direto de distribuir conteúdo de vídeos com informações e campanhas da Land Rover.

O Brand Channel funciona como um hot site de marcas dentro do site de compartilhamento de vídeos mais popular da internet. Nele, a instituição pode inserir quantos vídeos quiser e organizá-los em listas, num espaço que pode ser todo personalizado.

A idéia do serviço é possibilitar uma conexão do público com a marca ou empresa, permitindo um contato direto, com troca de opiniões e dicas via e-mail e mensagens na própria página do canal.

E pelo visto, é exatamente isso que a Land Rover e diversas outras grandes empresas querem. E exemplos de bom uso da ferramenta do YouTube não faltam. Dentre os mais visualizados, estão o Nikefutebol, da Nike, e o Brand Channel da Nokia.

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